70% dos casos de câncer de mama são diagnosticados precocemente, diz oncologista Toss; risco de recidiva persiste

Angela Toss: 70% dos cânceres de mama são detectados precocemente; risco de recidiva é menor, mas persiste. Testes genômicos e terapias alvo ampliam opções.

70% dos casos de câncer de mama são diagnosticados precocemente, diz oncologista Toss; risco de recidiva persiste

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70% dos casos de câncer de mama são diagnosticados precocemente, diz oncologista Toss; risco de recidiva persiste

Segundo a oncologista Angela Toss, professora da Università degli studi di Modena e Reggio Emilia e médica na AOU de Modena, "hoje, 70% dos tumores de mama são diagnosticados em estágios muito precoces, primeiro ou segundo". Esse avanço, fruto de programas de rastreamento e de maior conscientização, reduz de forma significativa o risco de recidiva e eleva substancialmente as chances de cura, mas não elimina o risco de retorno da doença.

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Em sua apresentação dos dados da pesquisa IQVIA sobre tumores He+/Her2− em fase inicial — promovida pela Novartis Itália durante o Breast Cancer Awareness Month — Toss explicou que a recidiva pode ocorrer meses ou anos após o diagnóstico, manifestando-se localmente na mama, nos linfonodos regionais ou como metástase em órgãos distantes.

"Felizmente, nos últimos anos houve um progresso robusto nas estratégias para reduzir esse risco", afirmou Toss, em relato baseado em apuração in loco e cruzamento de dados clínicos. Entre as medidas que têm alterado o curso das terapias está o uso de testes genômicos, capazes de identificar quais pacientes não se beneficiariam de quimioterapia adjuvante. "Isso permite poupar muitas mulheres dos efeitos tóxicos da quimioterapia quando ela não traz benefício significativo", disse a oncologista.

Outro pilar destacado é a gestão da duração da terapia endócrina. Toss citou que, quando bem tolerada, a terapia hormonal pode ser estendida além dos cinco anos clássicos, reduzindo a probabilidade de recorrência em subgrupos selecionados.

A incorporação de novas drogas alvo molecular também foi realçada: inibidores das quinases ciclino-dependentes 4/6 (inibidores de CDK4/6) e os PARP-inibidores representam opções que ampliaram a precisão terapêutica e contribuíram para a redução do risco de recidiva em contextos específicos.

Apesar dos avanços, Toss advertiu que desafios permanecem. "A principal questão é a personalização dos tratamentos": para algumas pacientes é possível omitir a quimioterapia, enquanto outras necessitam de prolongamento ou escalonamento das terapias, adicionando novas drogas aos padrões previamente estabelecidos. "Temos hoje muitas opções, mas a tarefa é aplicá-las de maneira personalizada para minimizar toxicidade e maximizar eficácia", afirmou.

Outro ponto sublinhado foi o protagonismo das mulheres no processo diagnóstico. "Na maioria dos casos, o exame que levou ao diagnóstico foi buscado e organizado pelas próprias pacientes", observou Toss, reforçando a importância do engajamento ativo. Para a oncologista, manter o diálogo clínico contínuo durante todo o percurso de tratamento é imperativo: "é necessário cultivar essa relação para ajustar terapias e acompanhar efeitos a longo prazo".

Em síntese, o panorama atual traduzido por Toss, após cruzamento de fontes e análise dos estudos recentes, aponta para um cenário mais favorável graças ao diagnóstico precoce e às terapias alvo. No entanto, a recidiva — mesmo que menos frequente — permanece uma realidade que exige vigilância contínua, estratégias de estratificação molecular e decisões terapêuticas cada vez mais individualizadas.

Giulliano Martini (correspondente Espresso Italia) — relatório baseado em declaração de Angela Toss e nos dados da pesquisa IQVIA apresentados durante o Breast Cancer Awareness Month.

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