Caso Garlasco: defesa de Stasi diz ter novas provas e afirma que uma surpreenderá

Defesa de Alberto Stasi afirma ter novas provas no caso Garlasco; uma causará surpresa. Procuradoria de Pavia enviou atos à Procuradoria-Geral de Milão.

Caso Garlasco: defesa de Stasi diz ter novas provas e afirma que uma surpreenderá

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Caso Garlasco: defesa de Stasi diz ter novas provas e afirma que uma surpreenderá

Em entrevista ao programa Omnibus, da La7, a advogada Giada Bocellari, defensora de Alberto Stasi no inquérito sobre o homicídio de Chiara Poggi, afirmou que a defesa dispõe de "outros elementos" e que "um deles fará particular scalpore". A declaração foi dada após menção de um novo indício pelo jornalista Carmelo Schininà, presente em estúdio.

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Na abordagem direta e de apuração in loco que caracteriza esta cobertura, Bocellari confirmou o que já havia declarado anteriormente, reiterando que existem elementos suplementares que a defesa pretende utilizar. "Quello che posso certamente dire, confermo perché l'avevo dichiarato e io non mi rimango la parola, è che certamente ci sono altri elementi che la difesa ha a disposizione oggi, uno dei quali farà particolare scalpore, a mio giudizio. Tuttavia non riguarda le indagini del 2007", disse a advogada, destacando que o indício de maior impacto não está ligado às investigações realizadas naquele ano.

Nos últimos dias, a Procura de Pavia remeteu à Procura-Geral de Milão novos atos juntados com o segundo fechamento das investigações sobre Andrea Sempio, investigado pelo homicídio agravado de Chiara Poggi. O encaminhamento visa permitir uma avaliação na perspectiva de uma eventual revisione (pedido de revisão) da sentença que condenou Stasi a 16 anos de prisão em decisão transitada em julgado.

Entre os documentos agora no conjunto probatório estão os primeiros papéis e as últimas incertezas relativas aos dados brutos conservados pelos Ris di Parma, especificamente no que concerne à eventual presença do DNA da vítima nos pedais da bicicleta de Stasi. Esses materiais foram encaminhados à procuradora-geral Francesca Nanni e à sua vice, Lucilla Tontodonati, que agora detêm a responsabilidade de decidir se haverá ou não pedido formal para revisão da sentença.

Fontes envolvidas no processo e no exame técnico dos autos afirmam que, no estágio atual, não foi tomada qualquer decisão definitiva. A sensação entre operadores do Direito ouvidos por esta redação é de que os prazos para uma conclusão sobre eventual pedido de revisão serão longos: trata-se de análise complexa que exige cruzamento de fontes, verificação dos dados brutos e reavaliação pericial.

Do ponto de vista jornalístico, permanece a prioridade pelo rigor técnico: os fatos brutos — as remessas da Procura de Pavia, o conteúdo dos relatórios dos Ris di Parma e as declarações públicas da advogada — foram reunidos e verificados antes desta publicação. Não há, até agora, anúncio oficial de alteração de posição da Procuradoria-Geral de Milão. A defesa, porém, sinaliza prontidão para apresentar elementos novos que, se confirmados, podem modificar a leitura processual do caso.

Seguiremos com cobertura contínua e cruzamento de fontes à medida que as autoridades responsáveis — em especial a procuradora-geral Francesca Nanni e sua equipe — incubarem uma decisão sobre os próximos passos processuais. Esta é a realidade traduzida em fatos e procedimentos; qualquer desdobramento relevante será apurado com precisão e relatado sem ruído.

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