Digithon 2026: do robô terapêutico Nico ao My Voice AI, tecnologias que ampliam cuidados a quem não pode falar
Digithon 2026 destaca o robô terapêutico Nico e My Voice AI: IA e robótica voltadas a cuidados para Alzheimer e pessoas com dificuldades comunicativas.
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Digithon 2026: do robô terapêutico Nico ao My Voice AI, tecnologias que ampliam cuidados a quem não pode falar
Em Digithon 2026, a maior maratona digital da Itália que chega à sua 11ª edição em Bisceglie, soluções tecnológicas voltadas ao cuidado e ao bem‑estar ganham destaque. Apuração in loco e cruzamento de fontes revelam propostas que unem inteligência artificial e robótica para atender populações vulneráveis, com foco claro na assistência a pessoas com Alzheimer e outras formas de demência.
Entre as iniciativas finalistas, chama atenção o projeto denominado Nico. Segundo os inventores, trata‑se de um robô terapêutico embodied equipado com inteligência artificial de voz, desenhado para suporte cognitivo e emocional de pacientes com Alzheimer e demência senil. Diferente de dispositivos tradicionais, Nico apresenta-se como um companheiro macio e reconfortante, capaz de dialogar em linguagem natural, sem necessidade de telas ou interfaces complexas. A proposta visa a interação direta com o paciente, reduzindo barreiras tecnológicas e facilitando a comunicação.
O projeto prevê ainda uma aplicação móvel com dashboard integrada, que permite comunicação entre o robô, os caregivers e familiares, além de monitoramento de humor e parâmetros comportamentais do paciente. Na prática, Nico evolui a chamada doll therapy — uma intervenção não farmacológica já respaldada por estudos clínicos randomizados — ao transformar um objeto estático em um companheiro interativo e mensurável, adaptável por idioma, gênero e estágio da patologia.
Os responsáveis pelo projeto destacam que a vitrine de Digithon é estratégica para atração de investimentos e parcerias capazes de acelerar desenvolvimento e validação clínica. A presença entre os finalistas abre portas para contato com aceleradoras e investidores que podem viabilizar testes em instituições e residências.
Outra solução apresentada é My Voice AI, idealizada por Riccardo Ruggeri. Originada da necessidade pessoal — ajudar o próprio filho com dificuldades comunicativas — a aplicação usa um seletor de imagens que permite ao usuário construir frases por níveis: primeiro o sujeito, depois o verbo e os complementos, até formar uma frase completa. O sistema inclui ainda um tradutor personalizado que converte a expressão do usuário em linguagem oral ou textual, ampliando possibilidades de comunicação em contextos de déficit verbal.
Os criadores de My Voice AI relatam serem profissionais de outras áreas (contabilidade e educação infantil) e buscam aceleradores para fortalecer o produto e torná‑lo escalável. Na visão da equipe, a tecnologia tem potencial para atender milhares de pessoas com dificuldades de fala no mundo inteiro.
Na cobertura técnica e direta, a realidade traduzida em dados mostra que iniciativas como Nico e My Voice AI articulam avanços concretos na interface entre tecnologia e cuidado. O desafio agora é validar eficácia clínica, estabelecer parcerias e garantir financiamento para integração em lares de longa permanência e no cotidiano das famílias. Digithon segue, portanto, como palco para transformar protótipos em serviços de cuidado efetivos.

