Electrolux retira conceito de demissões do novo plano; fechamento de Cerreto d'Esi sai da pauta
Electrolux retira demissões unilaterais; Cerreto d'Esi mantém produção e plano prevê reindustrialização e saídas voluntárias em três anos.
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Electrolux retira conceito de demissões do novo plano; fechamento de Cerreto d'Esi sai da pauta
Em apuração in loco e cruzamento de fontes oficiais, o novo plano apresentado pela Electrolux ao Governo e às organizações sindicais elimina não apenas a palavra, mas o conceito de demissões unilaterais. A mudança foi anunciada ao final do encontro nacional no MIMIT, onde a empresa, representantes sindicais, Confindustria, Regiões e municípios implicados discutiram o futuro dos sites industriais do grupo.
A secretária nacional da Fiom, Barbara Tibaldi, afirmou que "a luta colocada em campo nestes meses pelas trabalhadoras e trabalhadores alcançou o objetivo do respeito da dignidade". Segundo Tibaldi, o recuo da prática de licenciamentos unilaterais representa um "cambio di passo" importante: no lugar de despedimentos forçados, o plano prevê saídas incentivadas e voluntárias ao longo dos próximos três anos.
A nota conjunta da Fiom e do secretário-geral Michele De Palma detalha os requisitos sindicais para avançar em um eventual acordo: manutenção da estrutura ocupacional, das atividades de pesquisa e desenvolvimento e da capacidade manufatureira da Electrolux. O sindicato sublinha a necessidade de garantir a continuidade ocupacional e produtiva durante os processos de reorganização e de reindustrialização.
Entre os instrumentos apontados como essenciais pelo sindicato estão contratos de desenvolvimento, apoio à redução da jornada de trabalho, políticas de formação profissional e mecanismos de regeneração ocupacional que permitam substituir as saídas voluntárias por novas contratações. "O processo de transição deve prever um percurso de regeneração ocupacional", diz a nota oficial da Fiom.
Do lado institucional, o ministro das Empresas e do Made in Italy, Adolfo Urso, presidiu a mesa e avaliou o encontro como um "passo nella giusta direzione". Urso pediu responsabilidade coletiva para aperfeiçoar e definir, até o próximo encontro final marcado para 29 de outubro, uma solução compartilhada que garanta perspectivas claras e duradouras para todos os pólos produtivos e a salvaguarda dos trabalhadores.
O documento do MIMIT realça pontos centrais do novo plano da Electrolux: nenhum estabelecimento será fechado; haverá um percurso de reindustrialização para o sítio de Cerreto d'Esi, retirada dos despedimentos unilaterais, um plano de incentivos às saídas voluntárias em três anos, recurso a instrumentos de proteção social (ammortizzatori sociali) e nova proposta de investimentos para apoiar a transição industrial.
Estiveram presentes ao diálogo nacional também o ministro para os Relações com o Parlamento, Luca Ciriani, e a subsecretária de Estado do MIMIT, Fausta Bergamotto, além de representantes das Regiões e dos municípios onde estão as unidades da empresa. Confindustria participou acompanhando os aspectos industriais e de investimento.
Para a Fiom, os próximos passos são claros: aprofundar o plano apresentado pela Electrolux na reunião de 29 de outubro, verificar as garanções de manutenção do quadro produtivo e de empregos, e consolidar instrumentos de apoio à transição que incluam formação, contratos de desenvolvimento e políticas ativas de emprego.
O quadro desenhado hoje reduz tensões imediatas, mas abre uma fase decisiva de negociação técnica que exigirá monitoramento rigoroso e compromisso público-privado para transformar propostas em medidas concretas e fiscalizáveis. A nossa apuração continuará acompanhando os desdobramentos e trazendo o raio-x do cotidiano industrial e laboral para leitores que demandam fatos brutos e verificados.

