Investo Digitale: Assosoftware propõe €3,623 bi para acelerar digitalização de micro e pequenas empresas

Assosoftware propõe Investo Digitale: €3,623 bi em 3 anos para digitalizar micro e pequenas empresas e ativar até €6,48 bi em investimentos.

Investo Digitale: Assosoftware propõe €3,623 bi para acelerar digitalização de micro e pequenas empresas

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Investo Digitale: Assosoftware propõe €3,623 bi para acelerar digitalização de micro e pequenas empresas

Por Giulliano Martini — Em um roteiro técnico e direto, a Assosoftware apresentou a proposta denominada Investo Digitale, destinada a impulsionar a digitalização das micro e pequenas empresas italianas. A iniciativa, antecipada ao projeto de lei orçamentária, foi detalhada pelo presidente Pierfrancesco Angeleri em entrevista à Espresso Italia/Labitalia e articulada em aliança com Aiip, Confartigianato, Confcommercio, Confimi Industria e Confprofessioni.

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O mecanismo proposto prevê a disponibilização de 3,623 bilhões de euros (3.623.000.000 €) ao longo de três anos — média de €1,208 bilhão por ano — e, segundo estimativas da associação, poderia atingir 578.496 beneficiários e ativar um total de 6,48 bilhões de euros (6.480.000.000 €) em investimentos privados e públicos complementares. O efeito alavanca calculado é de €1,79 investido no total para cada euro público aplicado.

O diagnóstico apresentado por Angeleri é objetivo: os incentivos vigentes, na maior parte, favorecem bens materiais e apresentam procedimentos que se mostram complexos para empresas de reduzida estrutura organizacional. Na prática, muitas microempresas e escritórios profissionais esbarram em barreiras burocráticas e na falta de suporte técnico para transformar a aquisição de tecnologia em ganho produtivo mensurável.

Para responder a esse gap, a proposta Investo Digitale propõe um formato simples e plurianual, aberto também a escritórios profissionais e entidades do Terceiro Setor. O programa não financiaria apenas a compra de softwares e serviços em nuvem, mas também a implementação efetiva, a formação de pessoal e a consultoria necessária para que as ferramentas sejam utilizadas de fato, reduzindo riscos de investimento mal executado.

Na operacionalização, o modelo se inspira no Kit Digital espanhol, cuja eficiência é atribuída a uma plataforma completamente online, vouchers de fácil acesso e uma rede de fornecedores qualificados que permitiram cobertura ampla e rápida. No entanto, a versão defendida por Assosoftware amplia o escopo: incorpora formação contínua, consultoria especializada, serviços de inteligência artificial, componentes de cibersegurança, certificações e serviços recorrentes. Outro diferencial proposto é a priorização de soluções desenvolvidas na Europa e a liberação de recursos condicionada à comprovação da efetiva entrada em operação das soluções, não apenas à compra.

A aliança que subscreve a proposta reúne a oferta digital (empresas de software) e o tecido produtivo que precisa adotar essas tecnologias (comércio, artesanato, pequenas indústrias e profissões liberais). Segundo Angeleri, a convergência entre associações facilita o desenho de um programa aplicável de maneira capilar, com menos atritos administrativos e maior assertividade no suporte técnico aos beneficiários.

Do ponto de vista de política pública, a proposta coloca em xeque o modelo tradicional de incentivo fiscal e bens de capital, propondo um caminho orientado a resultados e à efetiva transformação digital. A expectativa das associações é que, com regras claras, acesso simplificado e monitoramento do uso das tecnologias, o investimento público gere um retorno econômico mais rápido e mensurável.

Em resumo técnico: Investo Digitale pretende injetar €3,623 bilhões em três anos, cobrir quase 580 mil beneficiários, integrar formação e consultoria, priorizar soluções europeias e condicionar desembolsos à implementação real, com meta de ativar €6,48 bilhões em investimentos e um efeito alavanca de 1,79 por euro público.

Apuração in loco, cruzamento de fontes e dados oficiais — este é o fio condutor da proposta que agora entra na agenda da próxima lei de bilancio, com potencial impacto direto sobre a competitividade do setor de pequenas empresas na economia italiana.

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