Sydney Sweeney posa nua em campanha de apostas da Novig e provoca forte reação no mundo do esporte

Sydney Sweeney estrela campanha da Novig e gera polêmica sobre sexualização das mulheres no esporte; atletas respondem e debate se intensifica.

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Sydney Sweeney posa nua em campanha de apostas da Novig e provoca forte reação no mundo do esporte

Por Chiara Lombardi — A atriz americana Sydney Sweeney, conhecida pelo papel em Euphoria, voltou a ocupar o centro das conversas públicas após protagonizar uma campanha publicitária para a empresa de apostas esportivas Novig. No vídeo e nas fotos da campanha, Sweeney aparece praticamente nua, estrategicamente coberta apenas por bolas e equipamentos de modalidades como basquete, tênis e golfe.

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A peça gerou uma onda de críticas, principalmente vindas de atletas que acusam a ação de contribuir para a sexualização das mulheres no esporte e de ofuscar anos de dedicação, treinos e resultados. A reação expõe um conflito cultural maior: de que forma a publicidade e o entretenimento moldam — e por vezes simplificam — a representação feminina em ambientes competitivos?

Entre as vozes que se destacaram está a da velocista britânica Amy Hunt, vencedora de quatro medalhas de ouro nos Campeonatos Europeus. Em entrevista, após terminar em quarto lugar nos 200 m no World Athletics Ultimate Championship, Hunt comentou a publicidade com uma resposta áspera e direta: “Sydney Sweeney, é assim que são as mulheres no esporte: 21,4. Músculos. Trabalho duro, sangue, suor, lágrimas. Esta é uma noite lindíssima.” Ela acrescentou que, para quem compete, a realidade raramente é glamourosa ou constantemente sensualizada — uma observação que funciona como balaio crítico contra a campanha.

Nas redes sociais, o clima foi de debate acalorado. Publicações citavam a peça publicitária com tom de reprovação, ressaltando que a imagem construída pela campanha parece reduzir a complexidade das atletas à estética e ao apelo visual. A controvérsia coloca lado a lado questões de ética na propaganda, estratégias de mercado das casas de apostas e a luta por reconhecimento real do desempenho feminino.

Da perspectiva cultural, a campanha da Novig é um espelho do nosso tempo: um roteiro que mistura viralidade, capital de imagem e a semiótica do corpo feminino como produto de consumo. Não se trata apenas de um caso isolado de mau gosto publicitário, mas de um reframe da narrativa sobre o que valorizamos quando falamos de mulheres e esporte — espetáculo ou suor?

Até o momento, não há registro de um posicionamento oficial da Novig respondendo às críticas. A situação, contudo, já reverberou o suficiente para reacender debates sobre responsabilidade das marcas e sobre como as plataformas de entretenimento e apostas escolhem representar o corpo feminino para captar atenção e cliques.

Enquanto isso, a reação das atletas e do público deixa claro que o tema transcende a imagem: é um debate sobre memória, reconhecimento e valor simbólico. A publicidade pode até buscar o choque como motor de engajamento, mas o clamor que se segue revela o roteiro oculto da sociedade — onde as imagens contam muito do que nos acostumamos a acreditar.

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