Como o trabalho no canteiro muda e o novo papel do general contractor, segundo Massimiliano Di Bartolomeo

Como o trabalho no canteiro evolui e o papel do general contractor se transforma, segundo Massimiliano Di Bartolomeo, diretor técnico da Padi Costruzioni.

Como o trabalho no canteiro muda e o novo papel do general contractor, segundo Massimiliano Di Bartolomeo

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Como o trabalho no canteiro muda e o novo papel do general contractor, segundo Massimiliano Di Bartolomeo

Em entrevista exclusiva ao Espresso Italia, Massimiliano Di Bartolomeo, diretor técnico da Padi Costruzioni, traça um raio-x das transformações recentes no trabalho no canteiro e descreve como se reconfigura o papel do general contractor. Com mais de 20 anos de atividade, Di Bartolomeo já assinou projetos que somam mais de 250.000 m² de superfícies comerciais, com média de 25 obras entregues por ano, para clientes como Burger King Restaurants Italia, Autogrill, Chef Express, Grupo Fini, Pandora e outros órgãos públicos e privados.

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Segundo o diretor técnico, as mudanças no processo de concepção e execução de um espaço comercial são multifatoriais. “As transformações surgem de condicionamentos externos — normativos, tecnológicos, funcionais e de desempenho — que, quando aplicados ao processo projetual, delimitam capítulos geracionais na história dos espaços comerciais”, explica. Mas há também um condicionamento interno: a relação entre o espaço, a marca e o cliente. O fenômeno da experience — a capacidade do ambiente de transmitir emoções e reforçar a comunicação da marca — impõe linguagens e processos criativos renovados.

No canteiro contemporâneo, observa Di Bartolomeo, o projeto de varejo agrega múltiplas especialidades: arquitetura, instalações, engenharia, iluminação e design criativo. Na fase executiva, juntam-se ainda responsáveis pela segurança, direção de obras e certificadores. Essa complexidade elevou o peso do project manager, cuja função hoje é central para controlar cronogramas, articular equipes e verificar a conformidade técnica em todas as etapas.

“O general contractor não é mais apenas um executor: tornou-se integrador de competências e fases distintas do projeto”, diz. A evolução exigiu que o empreiteiro geral ampliasse competências no gerenciamento da cadeia de fornecimento, na coordenação multidisciplinar e no diálogo com parceiros de projeto e com o cliente-gerador da marca. Ferramentas digitais como BIM, processos de pré-fabricação e soluções sustentáveis passaram a integrar o escopo de responsabilidade.

Di Bartolomeo aponta também as dificuldades práticas. Prazos cada vez mais curtos, orçamentos apertados, complexidade normativa e atrasos em licenças tornam a logística do canteiro um desafio diário. A sincronização entre fornecedores, mão de obra especializada e exigências de qualidade requer protocolos rígidos e um fluxo de comando claro. Em muitos projetos, a gestão do risco tornou-se item decisivo: quem coordena precisa prever rotas alternativas para suprimentos, ajustar cronogramas em tempo real e garantir a compatibilização técnica entre disciplinas.

Outro ponto ressaltado é a pressão sobre a cadeia produtiva: escassez de mão de obra qualificada, oscilação de preços de materiais e dependência de fornecedores especializados afetam diretamente a previsibilidade das entregas. Nessas circunstâncias, o papel do project manager e do general contractor assume caráter estratégico, com responsabilidades ampliadas de controle de custos, segurança e conformidade ambiental.

Para Di Bartolomeo, a resposta passa por investir em processos, tecnologia e capital humano. “A integração digital — do projeto à obra — e a capacitação das equipes são passos obrigatórios para garantir eficiência e reduzir desperdícios”, afirma. Projetos de grandes redes demandam replicabilidade e padronização, sem abrir mão da capacidade de adaptar cada loja ao contexto local, tarefa que exige governança técnica rigorosa.

Em síntese, a transformação do trabalho no canteiro e do papel do general contractor reflete uma realidade industrializada do varejo físico: maior centralidade do gerenciamento, exigência por integração tecnológica e compromisso com prazos e qualidade. A experiência de profissionais como Massimiliano Di Bartolomeo, com atuação em projetos de alto volume para marcas nacionais e internacionais, confirma que o futuro da obra passa pela convergência entre expertise técnica e gestão integrada.

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