Feminicídio de Pamela Genini: Soncin admite ações e pede desculpas à família em audiência de Milão

Soncin admite as ações e pede desculpas pela morte de Pamela Genini; acusado afirma compreender o peso dos atos em audiência na Corte de Milão.

Feminicídio de Pamela Genini: Soncin admite ações e pede desculpas à família em audiência de Milão

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Feminicídio de Pamela Genini: Soncin admite ações e pede desculpas à família em audiência de Milão

Em audiência realizada nesta manhã na Corte d'Assise de Milão, o acusado do caso que chocou a cidade pronunciou-se pela primeira vez. Com voz baixa e leitura pausada de poucas linhas escritas à mão, Gianluca Soncin fez declarações espontâneas direcionadas à família da vítima: "Em momento de grande dor e profunda tristeza, apresento minhas desculpas à família de Pamela Genini".

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O depoimento ocorreu antes do início da oitiva das testemunhas. Sentado na primeira fila ao lado de seus advogados, Soncin afirmou ainda que compreende o peso de suas ações e que não pretende exigir perdão: "Sei que o perdão não se pode pretender. Compreendo o peso das minhas ações e a lembrança de Pamela permanecerá indelével em nossos corações. Não me resta senão assumir integralmente as consequências pelo sofrimento que causei, com senso de responsabilidade".

As palavras do réu representam a primeira tomada de posição pública desde os fatos ocorridos em 14 de outubro de 2025. Na noite do crime, segundo a denúncia, Soncin teria obtido uma cópia das chaves do apartamento da jovem e irrumpido na residência localizada em via Iglesias, na periferia de Milão. Enquanto a vítima estava ao telefone com um ex-namorado, ele a atingiu com 76 facadas, primeiro no terraço e depois dentro do imóvel. Para a acusação, trata-se de homicídio pluriagravado.

O trecho lido em juízo repete, em termos semelhantes, a confissão parcial de responsabilidade: reconhecimento do fato, pedido de desculpas e assunção das consequências. Não houve, contudo, detalhamento sobre a motivação dos atos nem pedido de perdão explícito à família, que acompanha a sessão no plenário.

Do ponto de vista processual, a manifestação espontânea de Soncin antecedeu a sequência de depoimentos que poderão reconstruir a dinâmica dos acontecimentos e eventuais responsabilidades acessórias. A perícia e os elementos colhidos na fase de instrução permanecem centrais para a valoração das agravantes imputadas pelo Ministério Público.

Como repórter presente à cobertura, registro que a leitura da declaração ocorreu em tom contido, sem gestos expansivos, e que o acusado manteve a postura de quem busca formalizar uma resposta judicial e moral ao episódio. A família de Pamela permaneceu visivelmente abalada, sem manifestações públicas durante o ato.

O processo seguirá com a oitiva de testemunhas requisitadas pelas partes. A cronologia dos eventos, a verificação do trajeto das chaves e as provas periciais sobre as lesões continuam sendo os elementos técnicos que o tribunal avaliará para formar convicção.

Apuração in loco, cruzamento de fontes e respeito aos fatos brutos continuam guiando esta cobertura. A realidade traduzida é esta: um réu reconhece, em juízo, o peso de seus atos; uma família aguarda resposta formal do sistema de justiça; e o tribunal se prepara para analisar as evidências que definirão a responsabilização penal.

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