Corte de apelação de Roma confirma condenações a Fiore e Castellino pelo assalto à CGIL em 2021
Corte de apelação de Roma confirma penas para líderes da Forza Nuova pelo assalto à CGIL em 2021; Fiore e Castellino mantêm condenações.
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Corte de apelação de Roma confirma condenações a Fiore e Castellino pelo assalto à CGIL em 2021
Os juízes da Corte d'appello di Roma, Seção I, acolheram hoje as solicitações da acusação e mantiveram as condenações emanadas em primeira instância relativas ao ataque à sede da CGIL ocorrido em 2021. A decisão confirma penas elevadas para líderes e militantes da extrema direita envolvidos no episódio.
O principal condenado, o líder da organização neofascista Forza Nuova, Roberto Fiore, teve mantida a pena de 8 anos e 6 meses de reclusão. Para o dirigente romano do movimento de extrema-direita, Giuliano Castellino, foi confirmada pena de 8 anos e 7 meses.
O episódio remonta a uma manifestação convocada em pleno período de pandemia contra a exigência do green pass para acesso ao trabalho — instrumento então adotado pelo governo de unidade com o objetivo de reduzir o contágio e a mortalidade por Covid-19. À mobilização, convocada por Forza Nuova e por movimentos de comerciantes contrários às restrições como o grupo "Io apro", juntaram-se também sigle minori della sinistra radicale, uma composição política inusitada que fragmentou o cortejo.
O protesto se dividiu em diferentes spezzoni: alguns blocos dirigiram-se aos palazzi istituzionali e entraram em confronto com le forze dell'ordine nelle vie del centro; outro bloco forçou a entrada na sede da CGIL, saqueando e devastando o piso térreo do edifício. Na sequência, o sindicato foi alvo de críticas por não ter se posicionado de forma contrária à medida do governo Draghi, segundo acusações que circularam na época.
Nos dias que seguiram ao ataque, pronunciamentos de solidariedade à CGIL reuniram quase todo o arco parlamentar, numa reação institucional ampla. Hoje, com a confirmação das penas pela Corte d'appello di Roma, o caso reabre uma página relevante da cronaca política e judicial italiana recente.
Entre os outros condenados, figura Luigi Aronica, ex militante dei NAR, a quem foi confirmada uma pena de 8 anos e 6 meses; não estava presente no pronunciamento. Foram ainda mantidas condenações de 8 anos e 2 meses para Salvatore Lubrano, Luca Castellini, Lorenzo Franceschi e Pamela Testa.
As imputações, conforme o acórdão, variam conforme a posição de cada réu e incluem, em combinação, os crimes de devastazione aggravata in concorso, resistenza a pubblico ufficiale pluriaggravata e istigazione a delinquere. A corte considerou comprovada a participação ativa de dirigentes e militantes na organização e execução do assalto.
Roberto Fiore, acompanhado pelos filhos, optou por não comentar a decisão de imediato. A defesa já adiantou possibilidade de ulteriori ricorsi, nas instâncias previste dal codice processuale. Esta redação acompanhou a tramitação do processo mediante cruzamento de fontes judiciais e parlamentares, mantendo o foco nos fatos brutos e na sequência cronológica dos acontecimentos.
O desfecho no tribunal de apelação representa um marco jurídico no enfrentamento de episódios de violência política durante a pandemia e traz implicações sobre a responsabilização de organizações políticas por ações de seus líderes e militantes.

