Defesa de Alberto Stasi pede novos exames em dispenser de Garlasco após identificação de outras impressões
Defesa de Alberto Stasi pede novos exames em dispenser de Garlasco; perito aponta impressões não comparadas em 2007.
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Defesa de Alberto Stasi pede novos exames em dispenser de Garlasco após identificação de outras impressões
Por Giulliano Martini — A defesa de Alberto Stasi requereu à Promotoria de Pavia que sejam realizados exames complementares no dispenser de sabonete encontrado no banheiro do piso térreo da casa de via Pascoli, em Garlasco. Segundo os advogados, existem outras impressões digitais no objeto que, com técnicas modernas e novo cruzamento pericial, hoje poderiam ser analisadas e atribuídas.
O pedido consta em uma memória defensiva de agosto de 2025, assinada pelos advogados Giada Bocellari e Antonio de Rensis, juntada aos autos da conclusão das investigações sobre o novo indiciado Andrea Sempio. Na peça, a defesa sustenta que, além das duas impressões já atribuídas a Stasi, havia contatos presentes no registro fotográfico do RIS de Parma em 2007 que não foram considerados úteis à época e tampouco foram listados na relação datiloscópica original.
Em 2017, no âmbito de uma revisão, a defesa solicitou ao RIS as fotografias coloridas do dispenser e dos levantamentos datiloscópicos realizados sobre ele. As imagens foram entregues em 25 de julho de 2017 e, com base nelas, foi produzida uma perícia técnica pelo perito Oscar Ghizzoni. Segundo o laudo referido pelos defensores, "dos nove contatos presentes na porção fotografada em 2007 do aplicador do sabonete, pelo menos três contatos eram úteis para comparação, mas na época foram utilizados apenas dois".
O laudo técnico também registra que a presença de "múltiplos e variados contatos" e de colorações de sabonete no objeto leva a excluir que o aplicador tenha sido lavado após o crime ocorrido em 13 de agosto de 2007. Apesar da ausência de sangue no sifão e da presença de fios de cabelo, indícios que apontam para um lavatório não limpo, o conjunto do material encontrou interpretação na condenação definitiva de Stasi, que, segundo a acusação, teria deixado suas impressões ao recolocar o dispenser após lavar as mãos.
A defesa insiste que a falta, nos relatórios originais, das fotografias e da listagem completa dos contatos impediu uma avaliação plena do material. Agora, com as imagens disponíveis e a reavaliação técnica, há elementos que podem permitir "outros confrontos datiloscópicos", conforme apontamento do perito. A solicitação formal dirigida ao Ministério Público de Pavia pede, portanto, que sejam dispostos "específicos accertamenti" sobre o mesmo exemplar do aplicador de sabonete.
Trata-se de um pedido que visa explorar todas as possibilidades técnicas de verificação das provas físicas, num processo já marcado por convicções firmes e por recentes ampliações investigativas com a indicação de novos indiciados. A defesa de Stasi apresenta o requerimento como parte da estratégia de revisão e de garantia do direito à ampla análise probatória, enquanto o Ministério Público avaliará a pertinência de novas diligências periciais.
Fatos brutos, cruzamento de fontes e perícia técnica continuam a nortear a evolução deste capítulo do caso Garlasco, com a defesa clamando por reanálise das impressões digitais que, segundo seu entendimento, não foram integralmente consideradas anteriormente.

