Leonardo Maria Del Vecchio no Pulp Podcast: confessou 'mais de 2 mil mulheres', drogas e o conflito com o pai
Del Vecchio confessa 'mais de 2 mil mulheres', fala de drogas e da relação fria com o pai em entrevista ao Pulp Podcast com Fedez.
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Leonardo Maria Del Vecchio no Pulp Podcast: confessou 'mais de 2 mil mulheres', drogas e o conflito com o pai
Em entrevista ampla e sem filtros ao Pulp Podcast apresentado por Fedez, Leonardo Maria Del Vecchio, herdeiro do grupo Luxottica, fez relatos diretos sobre a vida pessoal, as feridas familiares e episódios de dependência. Um trecho da conversa foi divulgado nas redes sociais e expôs, em tom objetivo, posicionamentos que mesclam autoavaliação, ironia e autocrítica.
Ao tratar do relacionamento com as mulheres, Del Vecchio afirmou: "Tive mais de 2 mil mulheres e 90% eu conquistei cantando 'Hero'" — aparentemente referindo-se à canção de David Bowie. À pergunta de Fedez sobre o motivo de expor publicamente uma confissão tão íntima, o empresário respondeu: "Ninguém, mas não há ninguém que diga isso. Estou aqui para mostrar o outro lado, aquilo que nenhum CEO ou assessoria me aconselharia a fazer".
Sobre a figura paterna, Del Vecchio declarou: "Meu pai nos deu tudo, não o amor". A frase resume o eixo emocional da entrevista: reconhecimento pelo patrimônio material e, simultaneamente, ausência de afeto que teria marcado sua trajetória íntima. O relato é apresentado como um raio-x direto da realidade familiar, com cruzamento entre privilégios e vazios afetivos.
Em tom provocador, o herdeiro também comentou o universo dos super-ricos: "A maioria dos bilionários são uns idiotas", disse, e mencionou ainda possuir dois yachts com bandeira italiana, com a intenção de vender um deles — inclusive convidando, em tom jocoso, eventuais interessados a apresentarem ofertas.
Sobre sua trajetória profissional e o relacionamento com o mundo do trabalho, Del Vecchio enfatizou: "Nunca demiti ninguém, só managers. Milionário, filho de papai, o que quiserem dizer — eu saio da empresa e imediatamente ligam para a CGIL". A declaração traz à tona a tensão entre família, gestão e a percepção pública sobre governança empresarial.
Os momentos mais escuros da vida do empresário também foram abordados. Ele admitiu que "aquele vazio" foi, em parte, preenchido pela droga. A confissão informa sem dramatizações: trata-se de uma constatação sobre mecanismos de enfrentamento de sofrimento, relatada com objetividade.
Classificado por Fedez como "gênio, playboy, filantropo", Del Vecchio buscou demarcar sua posição: nem santificado nem vilão, mas uma figura pública que opta por expor a face menos lapidada. A entrevista, com seu formato descompromissado, serve para revelar o contraste entre legado econômico e lacunas emocionais, deixando no ar questões sobre herança, responsabilidade pública e os custos pessoais do poder.
Apuração in loco não se aplica neste caso, mas o relato foi tratado com o rigor de cruzamento de informações já tornadas públicas: o episódio do podcast e os contextos referidos por Del Vecchio. Resta ao público interpretar os fatos brutos apresentados na conversa e a mídia confrontar versões com documentos e fontes oficiais quando pertinente.

