Linoci (FIAO) exige cuidados equitativos para pessoas com obesidade após 5K@EASD em Milão

Eligio Linoci (FIAO) pede cuidados equitativos para a obesidade, destacando que a doença é crônica e exige acesso universal às terapias.

Linoci (FIAO) exige cuidados equitativos para pessoas com obesidade após 5K@EASD em Milão

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Linoci (FIAO) exige cuidados equitativos para pessoas com obesidade após 5K@EASD em Milão

Milão — Ao término da corrida de 5 quilômetros 5K@EASD, integrada ao programa do 62º Congresso da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD), Eligio Linoci, vice‑presidente da FIAO (Federazione italiana associazioni obesità) e presidente da associação La Mattina Dopo APS, voltou a defender publicamente o direito ao tratamento acessível e universal para pacientes com obesidade.

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Em declaração à imprensa, Linoci destacou que a palavra garantir, quando aplicada ao acesso às terapias, carrega um significado prático: trata‑se de assegurar um processo contínuo de fornecimento de cuidados que seja justo e alcançável para todos os doentes. "A palavra garantire, quando si riferisce all'accesso alle cure, rappresenta un processo importante perché ci battiamo giorno per giorno affinché le cure siano eque e garantite a tutti i pazienti che sono affetti da obesità", afirmou, retomando o apelo feito repetidas vezes pela federação.

Linoci sublinhou que a discussão não pode se limitar às pessoas com formas mais graves da condição. "Não devemos pensar apenas naqueles pacientes que têm obesidade grave", disse, lembrando que a obesidade é uma doença crônica, multifatorial e com tendência à recidiva. Pelo caráter complexo da patologia — que envolve fatores genéticos, metabólicos, ambientais e sociais — o vice‑presidente da FIAO defende que a resposta do sistema de saúde deve ser ampla, integrada e acessível desde os estágios iniciais.

O posicionamento foi apresentado na esteira de uma iniciativa marcada por mobilidade e saúde preventiva: a 5K@EASD reuniu profissionais, associações de pacientes e público em geral para reforçar, no âmbito do congresso, a importância de políticas públicas que combinem prevenção, tratamento e acompanhamento continuado. Para Linoci, a oferta de terapias e intervenções deve ser pensada de modo a reduzir desigualdades e a garantir que todos os pacientes tenham acesso às ferramentas necessárias para manejar a doença.

Na linguagem direta da apuração in loco, a mensagem é clara: é preciso traduzir o entendimento científico sobre a obesidade em ações concretas de saúde pública. O apelo da FIAO, representado por Linoci, é por cuidados equitativos — isto é, por um modelo que não reserve intervenções apenas aos casos extremos, mas que permita intervenção precoce, acompanhamento multidisciplinar e continuidade do tratamento.

O pronunciamento reforça o raio‑x do cotidiano enfrentado por pacientes e associações: sem equidade no acesso, a resposta à obesidade continuará fragmentada e ineficaz. A demanda da FIAO é técnica e precisa: transformar diretrizes em garantias operacionais que alcancem toda a população afetada.

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