Avitabile (Siso): listas de espera e acesso aos cuidados são prioridade da oftalmologia

No V Congresso da SISO, Avitabile pede redução das listas de espera e acesso rápido aos cuidados oftalmológicos; ministro Schillaci participou.

Avitabile (Siso): listas de espera e acesso aos cuidados são prioridade da oftalmologia

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Avitabile (Siso): listas de espera e acesso aos cuidados são prioridade da oftalmologia

Por Giulliano Martini. Apuração in loco e cruzamento de fontes em Roma.

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Durante o V Congresso Nacional da Società italiana di scienze oftalmologiche (Siso), em andamento no Centro Congressi Rome Cavalieri, o presidente da entidade, Teresio Avitabile, traçou com precisão as prioridades do setor: reduzir as listas de espera e simplificar procedimentos para garantir o acesso aos cuidados oftalmológicos com rapidez.

"Este é o congresso mais importante do ano para a oftalmologia", afirmou Avitabile, em discurso técnico e direto. Os números apresentados confirmam a dimensão do evento: mais de 3.000 associados na sociedade, 5.700 pessoas conectadas online e 2.800 participantes presenciais. Foram mobilizados 1.050 palestrantes e 11 salas de trabalho simultâneas — dados que, segundo a diretoria, comprovam a capacidade de resposta científica e formativa da Siso.

Os trabalhos foram temporariamente suspensos para receber o ministro da Saúde, Orazio Schillaci, que participou do congresso e registrou sua presença com um pronunciamento breve. "Agradecemos a sensibilidade e a disponibilidade do ministro", declarou Avitabile, no registro público do encontro entre a sociedade científica e as instituições.

Na linha prática das demandas apresentadas, Avitabile destacou duas frentes de atuação: a gestão mais eficiente das listas de espera e a simplificação burocrática das rotinas assistenciais. "Há abertura tanto por parte do ministério quanto do Conselho Superior de Saúde (Consiglio Superiore di Sanità)", explicou o presidente. "Estamos trabalhando para transformar essas disponibilidades em medidas concretas."

O presidente também sublinhou a evolução tecnológica no campo oftalmológico e o consequente aumento das expectativas dos cidadãos. "A tecnologia avança e, paralelamente, crescem as necessidades dos pacientes. Devemos estar prontos a responder a esses novos requisitos", registrou Avitabile, sem mitigar a urgência da pauta.

Do ponto de vista clínico, a argumentação foi direta e baseada em dados sensoriais: "Pela vista passa mais de 70–80% das informações sensoriais. Perder a visão é uma tragédia. O olho está intimamente ligado ao cérebro e, nesse processo, o fator tempo é determinante." Pela lógica do presidente da Siso, garantir o acesso tempestivo às terapias não é apenas uma meta administrativa, mas uma exigência de saúde pública.

Em suma, o congresso consolidou o diagnóstico: há capacidade científica e vontade institucional, mas o copo ainda exige políticas de gestão e procedimentos mais céleres. A Siso afirma que seguirá na interlocução com o ministério e com os órgãos técnicos para transformar declarações em protocolos operacionais, com foco na redução de atrasos e na garantia de respostas rápidas aos cidadãos.

Reportagem assinada por Giulliano Martini, correspondente com 48 anos de vivência na Itália. Texto fruto de apuração direta e confirmação das informações junto aos representantes da Siso e às fontes institucionais presentes.

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