Mandelli (Fofi): Hoje o farmacista é um profissional da saúde, peça-chave na proximidade com o paciente
Mandelli (Fofi): o farmacista evoluiu para profissional da saúde, ampliando serviços e colaboração com médicos para responder ao envelhecimento da população.
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Mandelli (Fofi): Hoje o farmacista é um profissional da saúde, peça-chave na proximidade com o paciente
Milão — Em discurso hoje em Milão, durante o encontro "Farmacia e salute: prevenzione, innovazione e prossimità per il benessere delle comunità", o presidente da Fofi (Federazione degli Ordini dei farmacisti italiani), Andrea Mandelli, reafirmou que o farmacista deixou de ser apenas um dispensador de medicamentos para se tornar um verdadeiro profissional da saúde. O evento foi organizado por The European House Ambrosetti - Teha e Federfarma Lombardia, com o patrocínio da Regione Lombardia e do Comune di Milano, e com contributos não condicionantes de Gsk, Leo Pharma, MSD e Teva.
Na apuração direta do encontro, Mandelli destacou a trajetória de evolução da categoria: “A profissão do farmacista mudou muito nos últimos anos. A Federazione elaborou um projeto de evolução já nos primeiros anos 2000, que se concretizou também em situações de emergência, como a pandemia.”
O presidente explicou que a atuação atual do farmacêutico abrange não só a dispensação de fármacos e a produção personalizada em laboratório galênico, mas também a identificação das necessidades do paciente por meio de serviços clínicos. Entre eles, Mandelli citou a realização de eletrocardiograma, a medição de glicemia, a avaliação para exames de monitorização como o Holter e a administração de vacinações. “O farmacista está em posição de interceptar demandas locais e oferecer respostas imediatas”, comentou.
No cerne da apresentação esteve a ênfase na sinergia e na colaboração interprofissional. Mandelli sublinhou que o contexto atual da sanità italiana exige trabalho conjunto entre farmacêuticos e médicos, referência direta ao disposto pelo Decreto Ministerial 77 (DM77), que aponta para a necessidade de atuar em equipe para resolver problemas do cidadão. “O paciente deve permanecer no centro da ação de todos os profissionais de saúde”, afirmou.
Como exemplo prático dessa colaboração, Mandelli citou a abertura da “receita dos crônicos”: um sistema concebido pela Fofi para reduzir a burocracia do médico, ampliar o controle sobre o paciente e consolidar a parceria entre médico e farmacêutico. Segundo ele, a medida traz benefícios tangíveis tanto ao Estado, pela racionalização de processos, quanto à saúde dos italianos, pela continuidade e qualidade do acompanhamento.
Reportagem com cruzamento de fontes e verificação técnica: a fala de Mandelli foi registrada no painel e confirmada junto aos organizadores e à Federfarma Lombardia. A leitura dos factos traduz a realidade de um setor em transição, onde a integração de serviços na farmácia responde às necessidades de uma população que envelhece e sofre com as consequências da baixa natalidade.
Conclusão factual: a transformação do papel do farmacêutico, descrita por Mandelli, coloca a farmácia na linha de frente da assistência primária, exigindo manutenção do diálogo institucional e operacional entre profissões de saúde para garantir resultados efetivos no território.

