Perícia em mais de 70 computadores do Instituto Agrário de Riccia busca vestígios sobre a ricina
Perquisição em 70+ computadores do Instituto Agrário de Riccia busca indícios digitais sobre a ricina nas investigações da morte de Antonella e Sara.
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Perícia em mais de 70 computadores do Instituto Agrário de Riccia busca vestígios sobre a ricina
Prosseguem as investigações sobre a morte por envenenamento de Antonella Di Ielsi e da filha Sara Di Vita, ocorrida no fim de dezembro de 2025 em Pietracatella. A Procuradoria de Larino determinou uma perquisição informática no instituto agrário de Riccia para analisar mais de 70 equipamentos e apurar se houve pesquisas relacionadas à ricina ou a substâncias compatíveis com sua extração.
A ação, programada para terça-feira, será executada pela equipe especializada da squadra mobile de Campobasso, dirigida por Marco Graziano, em conjunto com peritos do Serviço Central Operativo da Polícia de Estado. Segundo a notificação — cerca de oito páginas juntadas ao inquérito —, os exames alcançarão computadores de salas de aula e laboratórios, inclusive o laboratório de química e o ambiente anexo à estufa, onde são guardadas sementes e cultivadas plantas, entre as quais já foi procurado o ricino sem resultados.
Os peritos irão analisar não apenas o histórico de navegação comum, mas também páginas visitadas, downloads, arquivos e dados eventualmente apagados. A investigação inclui checagens de possíveis mecanismos de anonimização, uso de Tor Browser e acessos ao dark web. Está prevista a apreensão de equipamentos, suportes e informações relevantes ao processo, caso identificados.
A escolha do instituto para a verificação não é aleatória. Na época das mortes, uma docente de matemática natural de Pietracatella, próxima a Gianni Di Vita — marido de Antonella e pai de Sara —, lecionava naquela escola. A professora já prestou depoimento em diversas ocasiões e foi confrontada diretamente com Gianni Di Vita, em ato formal na delegacia, em meados de agosto. O marido da professora também trabalha no instituto como técnico de laboratório.
As linhas de investigação mantêm foco na chamada pista passional, com os investigadores aprofundando ligações pessoais e situações conflituosas que possam oferecer motivações. O inquérito tem sido intenso: até aqui foram ouvidas mais de duzentas pessoas, com diligências que tentam correlacionar relatos, evidências técnicas e movimentações digitais.
Fontes jurídicas consultadas pela reportagem destacam que a análise forense informática pode identificar não apenas quem acessou determinados conteúdos, mas também o momento em que dados foram removidos ou alterados, permitindo reconstruir sequências temporais de consultas. A investigação, segundo interlocutores das forças de segurança, prioriza o cruzamento de dados digitais com depoimentos e perícias toxicológicas para fornecer um quadro factual e verificável.
Em resumo: a operação em Riccia pretende esclarecer se computadores do instituto foram utilizados para pesquisar a ricina ou substâncias relacionadas, estabelecendo quando e por quem essas buscas foram eventualmente realizadas. A apuração prossegue com cautela técnica e sob coordenação da Procuradoria de Larino, à espera de eventuais elementos que justifiquem medidas processuais adicionais.

