Saldos de inverno 2026: Valle d'Aosta abre hoje; resto da Itália começa amanhã

Saldos de inverno 2026 começam na Valle d'Aosta; projeções variam entre 4,5 e 6 bilhões de euros de giro de negócios.

Saldos de inverno 2026: Valle d'Aosta abre hoje; resto da Itália começa amanhã

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Saldos de inverno 2026: Valle d'Aosta abre hoje; resto da Itália começa amanhã

Passadas as festas de fim de ano, começam os tradicionais saldos: a temporada de saldos de inverno tem início oficial hoje na Valle d'Aosta e, a partir de amanhã, sábado 3 de janeiro, se estende para as demais regiões da Itália.

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Segundo estimativas da Confcommercio, cerca de 16 milhões de famílias participarão das compras promocionais, com um gasto médio por pessoa em torno de 137 euros — resultando em um giro de negócios estimado em 4,9 bilhões de euros. A previsão por família aponta um valor médio de compras estimado em 303 euros.

Para Giulio Felloni, presidente da Federação Moda Italia-Confcommercio, "há grande expectativa para os saldos invernali, um momento importante para reavivar o consumo no setor da moda e apoiar o poder de compra das famílias italianas. Os saldos geram benefícios difusos: permitem ao consumidor adquirir produtos de qualidade a preços mais acessíveis e, ao mesmo tempo, ajudam a revitalizar o comércio e os centros urbanos".

A visão da Confesercenti é ainda mais otimista. Com base em um levantamento do instituto Ipsos, o movimento de vendas pode alcançar até 6 bilhões de euros, com uma despesa média prevista de aproximadamente 292 euros por pessoa. Porém, a mediana revela que metade dos compradores gastará 200 euros ou menos — sinal de uma distribuição desigual dos gastos: há um grande bloco de consumidores com orçamentos contidos e uma minoria de big spenders que eleva a média. Entre quem já planejou o orçamento, 17% prevê gastar pelo menos 500 euros, e 4% estima 1.000 euros ou mais.

O levantamento também aponta diferenças geracionais: os jovens de 18 a 34 anos planejam desembolsar em média 225 euros, enquanto os consumidores mais velhos chegam a 327 euros. As prioridades de compra concentram-se em peças práticas para o dia a dia e itens típicos da estação. No topo das intenções de compra estão sapatos (61%) e camisolas ou moletons (58%), seguidos por saias e calças (33%), roupa íntima (32%) e camisetas e tops (30%). Camisas (27%), casacos (26%) e vestidos (26%) aparecem em seguida. Acessórios e artigos para casa têm participação menor: bolsas (16%), roupa de cama (15%) e joias (13%). Em resumo, os saldos são usados majoritariamente para renovar o guarda-roupa.

Em contraste, o Codacons adota uma perspectiva mais cautelosa. A associação alerta que os saldos podem não impulsionar o consumo como esperado e, em vez disso, causar frustrações para os lojistas quanto ao faturamento. Entre os fatores citados estão a reduzida capacidade de gasto das famílias após as despesas de Natal e um ano marcado por aumentos de preços e inflação, que teriam comprometido os orçamentos domésticos. O Codacons estima que o giro de negócios dos saldos não ultrapassará 4,5 bilhões de euros — valor ainda distante dos níveis pré-Covid.

Em suma, a abertura dos saldos de inverno em 2026 chega com expectativas divergentes: por um lado, projeções que apontam para quase 6 bilhões em movimentação e, por outro, avaliações mais conservadoras que consideram o cenário econômico e a capacidade limitada de consumo das famílias. O comportamento final do mercado dependerá da combinação entre poder de compra, promoções atrativas e disposição dos consumidores a aproveitar as ofertas na abertura da temporada.

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