UE lança 'Tieni gli occhi aperti' na Rome Future Week para reforçar direitos das vítimas
UE lança campanha 'Tieni gli occhi aperti' na Rome Future Week para divulgar direitos das vítimas e serviços de apoio na Itália.
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UE lança 'Tieni gli occhi aperti' na Rome Future Week para reforçar direitos das vítimas
Por Giulliano Martini — Em apuração direta durante a Rome Future Week, a Comissão Europeia apresentou a campanha "Tieni gli occhi aperti", voltada a aumentar a visibilidade e o conhecimento sobre os direitos das vítimas de crimes e os mecanismos de apoio disponíveis na Itália.
O lançamento contemplou uma ação simbólica e de engajamento público: a prova "Occhi aperti", conduzida por figuras públicas e content creators, entre eles Roberta e Jacopo. Na dinâmica, os participantes se encararam sem piscar, gesto que serviu como metáfora para o apelo central da campanha — manter-se vigilante diante de um crime e oferecer suporte imediato à vítima. Ao final, todos foram convidados a assumir um compromisso pessoal: estar atentos e intervir de maneira responsável quando presenciar uma situação de violência ou crime.
A iniciativa deriva da Estratégia da UE sobre os direitos das vítimas, cujo objetivo é assegurar que os direitos fundamentais de todas as vítimas de crime sejam promovidos e efetivamente protegidos. Fontes oficiais da Comissão informaram que a estratégia está sendo considerada para prorrogação no próximo mandato, reforçando a continuidade das políticas voltadas ao tema.
Michael McGrath, comissário europeu para Democracia, Justiça, Estado de Direito e Defesa do Consumidor, sintetizou o propósito da campanha: "Os crimes podem ter efeitos profundos e duradouros sobre as vítimas. Elas devem ser ouvidas, apoiadas e tratadas com respeito e equidade ao longo de todo o processo no sistema de justiça penal. Isso exige legislação e políticas sólidas, e o envolvimento ativo da sociedade como um todo". McGrath acrescentou que a campanha busca fomentar uma comunidade solidária capaz de fortalecer a proteção, o apoio e o acesso à justiça para as vítimas.
Antes do lançamento público, a Comissão encomendou e cruzou dados de um estudo realizado na Itália com jovens entre 18 e 30 anos para medir o nível de conhecimento sobre os direitos das vítimas e sobre os serviços de assistência. Os resultados mostram lacunas significativas de informação: 36% dos entrevistados declaram não saber ou não ter certeza se existem direitos específicos na UE para vítimas de crimes, enquanto 12% afirmam desconhecer completamente esses direitos. Por outro lado, o estudo identificou que 91% dos jovens aconselhariam uma vítima a procurar serviços profissionais de assistência.
O diagnóstico orienta o foco da campanha: ampliar a conscientização sobre os direitos formais das vítimas, divulgar os canais de suporte e estimular tanto a vítima quanto sua rede de familiares e amigos a recorrerem a atendimento profissional. Em linguagem direta e com base no cruzamento de fontes, a ação visa transformar conhecimento em prática — ou seja, que o reconhecimento dos direitos se traduza em acesso efetivo a proteção e apoio.
Na prática jornalística aplicada ao caso — com apuração in loco e verificação institucional —, a campanha representa uma tentativa de deslocar parte do esforço de proteção para o tecido social: fortalecer a capacidade da comunidade de identificar uma vítima, oferecer suporte imediato e encaminhá-la aos serviços competentes.
Dados, declarações oficiais e a dinâmica pública realizada em Roma mostram que a estratégia combina políticas públicas, comunicação e mobilização social. Resta acompanhar os indicadores de impacto para verificar se a campanha conseguirá reduzir as lacunas de conhecimento detectadas pelo estudo e, sobretudo, se aumentará o acesso real das vítimas aos seus direitos.

