Gigi D'Alessio reestreia em turnê, lança 'Piccirè' e sonha com o grand finale no San Siro

Gigi D'Alessio lança 'Piccirè', planeja Arena di Verona e sonha com o gran finale no San Siro; fala de legado e novo filme em 2027.

Gigi D'Alessio reestreia em turnê, lança 'Piccirè' e sonha com o grand finale no San Siro

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Gigi D'Alessio reestreia em turnê, lança 'Piccirè' e sonha com o grand finale no San Siro

Por Chiara Lombardi — O cantor e compositor napolitano Gigi D'Alessio reaparece como quem revisita um roteiro antigo para revelar uma nova cena: emocionado, autoral e com a ambição quase cinematográfica de fechar uma temporada com festa em um grande estádio. Entre a intimidade familiar e o palco, ele apresenta Piccirè, uma canção em napolitano dedicada à filha Ginevra, nascida há três anos, que o artista define como seu verdadeiro testamento.

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Com quase sessenta anos (pelo registro civil) e seis filhos, Gigi D'Alessio fala sobre legado com a clareza de quem compõe trilhas que atravessam gerações: “Deixar dinheiro, propriedades ou objetos é algo que se esgota; as canções não morrem. Permanecem quando formos pó.” A letra e a melodia de Piccirè são assinadas por ele, com arranjos do maestro Adriano Pennino, e foram pensadas como uma carta em forma de música — um conselho paterno que pretende acompanhar a filha pelas várias direções da vida.

O single, publicado primeiro no Instagram e depois nas plataformas de streaming, reflete uma estratégia criativa mais leve e contínua: D'Alessio afirma não planejar um álbum imediato, mas pretende lançar singles a cada dois ou três meses, num fluxo que lembra a serialidade contemporânea — o novo modo de contar histórias no tempo da música.

No mesmo encontro com a imprensa em Milão, o cantor fez um balanço dos shows e das ambições ao vivo. O tour Gigi Palasport abre em 14 de novembro em Roma e já está totalmente sold out, com encerramento em 23 de dezembro em Turim. Depois, o calendário aponta para um evento especial na Arena di Verona em 22 de maio de 2027, com participações-surpresa — nomes que, por ora, permanecem em segredo. “Levei praticamente todos no palco. Faltarão apenas três duetos: Ligabue, Laura Pausini e Mina”, disse ele, com um sorriso que mistura desafio e nostalgia.

O desejo mais expansivo, porém, é o que dá o tom dessa narrativa pública: um gran finale no San Siro. “Veremos se serei capaz de fazer essa festa. Se Deus quiser, estarão todos convidados para o gran finale no Stadio San Siro”, afirmou, lembrando que esse suposto fim é, na verdade, uma pausa antes de novos capítulos.

Em junho, Gigi Stadi retorna com dupla apresentação nos dias 5 e 6 no Stadio Diego Armando Maradona, em Napoli, após os dois espetáculos esgotados de 2025. D'Alessio celebra o crescimento de público desde 2022: “Os números aumentaram muito; as pessoas saem dos shows felizes”, resume, numa observação que se lê tanto como satisfação pessoal quanto como sinal do eco cultural que suas canções ainda produzem.

Além dos palcos, há cinema no horizonte: Gigi D'Alessio estará nas telas em 2027 com o filme "Solo se canti tu", uma extensão natural de sua verve narrativa — o cantor transforma o cotidiano em cena e a memória em canção. No centro dessa trajetória está a premissa de que o verdadeiro legado não é material, mas melódico: uma coleção de músicas que atuam como mapas afetivos, ecoando como o espelho do nosso tempo.

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