Simon Zhu leva o soprano do violino do Premio Paganini em tour pelo Sul da Itália
Simon Zhu, vencedor do Premio Paganini, inicia tour pelo sul da Itália com programa de Beethoven, Schumann, Paganini e Ravel em parceria com Cidim.
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Simon Zhu leva o soprano do violino do Premio Paganini em tour pelo Sul da Itália
O grande virtuosismo do violino contemporâneo encontra, mais uma vez, as plateias italianas em um itinerário que funciona como um verdadeiro espelho do nosso tempo: talentoso, internacional e íntimo ao mesmo tempo. O violinista Simon Zhu, vencedor do primeiro prêmio no 57º Concurso Internacional de Violino Premio Paganini de Gênova em 2023, inicia uma tournée nacional apoiada pelo projeto Circolazione Musicale in Italia, promovido pelo Cidim com o patrocínio da Direzione Generale Spettacolo do Ministério da Cultura.
O percurso, pensado para divulgar talentos de alto nível e reforçar a circulação cultural pelo país, passa por várias cidades do centro-sul entre o final de 2026 e o começo de 2027. Em cena estará não só a técnica deslumbrante de Simon Zhu, mas também um desenho interpretativo que busca conectar a plateia ao repertório com profundidade e intensidade — um verdadeiro reframe da experiência concertística.
As datas anunciadas do tour são as seguintes:
- Mola di Bari (Bari) — sábado, 31 de outubro de 2026
- Sulmona (L’Aquila) — domingo, 1º de novembro de 2026
- San Severo (Foggia) — sexta-feira, 11 de dezembro de 2026
- Catanzaro — sexta-feira, 8 de janeiro de 2027
- Messina — sábado, 9 de janeiro de 2027
- Lamezia Terme — domingo, 10 de janeiro de 2027
Ao lado de Simon Zhu, o pianista italiano Simone Rugani assume o papel de parceiro interpretativo — uma combinação pensada para acentuar o equilíbrio expressivo e evidenciar a precisão técnica exigida pelo repertório escolhido. Juntos, o duo apresenta obras de compositores que funcionam como pontos cardeais na cartografia emocional do concerto: Ludwig van Beethoven, Robert Schumann, Niccolò Paganini e Maurice Ravel. É uma programação que dialoga com tradições distintas, do romantismo germânico ao virtuosismo italiano e às cores impressionistas francesas, desenhando um roteiro musical que se lê como um pequeno tratado sobre contraste e continuidade.
Francescantonio Pollice, presidente do Cidim e da Aiam (Associação Italiana de Atividades Musicais), sublinha que Simon Zhu não é apenas um virtuoso: “ele cria uma sintonia e uma conexão muito particular com o público em sala”. A observação de Pollice aponta para algo que vai além da técnica — a capacidade de estabelecer um diálogo afetivo que transforma o concerto em experiência compartilhada.
Para quem acompanha o circuito cultural como se estudasse um roteiro cinematográfico, este tour funciona como uma pequena temporada que projeta um jovem talento rumo a um futuro promissor. A circulação por teatros e palcos do centro-sul reforça também o papel do projeto no redesenho do mapa cultural italiano, levando alta performance musical a comunidades diversas.
Informações adicionais e detalhes sobre bilhetes e locais podem ser consultadas no site do Cidim. Para o público que busca não apenas ouvir, mas entender o que o concerto revela sobre identidade, memória e o presente coletivo, a temporada de Simon Zhu promete ser um roteiro a ser observado com atenção.

