Bulgarelli (Bper Banca): Segurança informática em alerta, riscos aumentam com a inteligência artificial
Bulgarelli (Bper): segurança informática em alerta; riscos aumentam com IA. CISO Meetup 2026 reforça resiliência cibernética e colaboração entre CISOs.
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Bulgarelli (Bper Banca): Segurança informática em alerta, riscos aumentam com a inteligência artificial
Por Stella Ferrari — Em declarações no CISO Meetup 2026, realizado na histórica Casa dell'Aviatore, em Roma, Alessandro Bulgarelli, Co-Founder da AssoCiso e Chief Information Security Officer do Bper Banca, traçou um panorama claro e contundente sobre o estado atual da segurança informática no país.
Segundo Bulgarelli, o tema da segurança informática é hoje central para a estabilidade do sistema financeiro e para a proteção dos cidadãos: “os riscos, especialmente nos últimos anos, cresceram de forma exponencial, impulsionados também pela introdução de lógicas de inteligência artificial”. A combinação entre modelos de IA amplamente disponíveis e vetores clássicos de ataque tem ampliado a superfície de exposição a episódios de criminalidade informatica e fraudes que afetam inclusive a clientela das instituições financeiras.
Como economista que acompanha o desenho de políticas e a resiliência cibernética das infraestruturas críticas, interpreto esse alerta de Bulgarelli como a necessidade de uma calibragem fina nas estratégias de defesa: não basta apenas acelerar investimentos em tecnologia; é preciso orquestrar processos, governança e talento — como se afinássemos o motor da economia para suportar maiores rotações sem perder estabilidade.
O executivo destacou ainda o valor do encontro entre responsáveis pela segurança: “O CISO Meetup é o momento perfeito para unir os Ciso de diferentes organizações e compartilhar conhecimentos e experiências.” Em sua visão, a reunião se torna um verdadeiro ponto de inflexão, onde a troca de informações operacionais e táticas serve como um sistema de freios e amortecedores contra ameaças emergentes.
Em termos práticos, Bulgarelli sublinhou que esses diálogos permitem não apenas uma leitura mais apurada das ameaças que estão crescendo, mas também a difusão de boas práticas para stakeholders essenciais — entre eles clientes e acionistas da instituição bancária. Disse ainda que as organizações, ao atuarem em conjunto, formam um presidio robusto que eleva a capacidade de detecção e resposta em todo o ecossistema.
Do ponto de vista de gestão e investimento, a mensagem é inequívoca: a rápida adoção de inteligência artificial representa simultaneamente uma oportunidade de aceleração de serviços e um vetor de risco que exige controles mais sofisticados. Em outras palavras, a mesma tecnologia que pode otimizar processos também pode aumentar a complexidade dos ataques, exigindo uma calibragem contínua nas defesas tecnológicas e nos fluxos de governança.
O encontro em Roma simboliza, portanto, uma peça chave na arquitetura de defesa nacional — um espaço onde o conhecimento técnico, a experiência de campo e o aconselhamento estratégico se cruzam. Para líderes empresariais e investidores, a recomendação implícita é clara: investir em segurança informática não é custo, é proteção do motor de crescimento. E como toda engenharia de ponta, exige manutenção constante, diagnóstico preciso e atualização contínua.

