Coop Lombardia: compras de €2,4 bi mantêm cadeias produtivas e empregos na Lombardia
Coop Lombardia e Coop Italia compram €2,4 bi de produtores lombardos, preservando cadeias produtivas e empregos; evento no Castello Sforzesco até 4/10.
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Coop Lombardia: compras de €2,4 bi mantêm cadeias produtivas e empregos na Lombardia
Por Stella Ferrari — Em declaração oficial durante a primeira jornada de La Lombardia di Coop, realizada no Castello Sforzesco em Milão, Alfredo De Bellis, presidente da Coop Lombardia, destacou o papel estratégico da cooperativa na preservação das cadeias produtivas regionais e na manutenção de postos de trabalho. O evento, que segue até 4 de outubro, tem o objetivo de evidenciar um relacionamento com o território que vai além da mera presença comercial dos pontos de venda.
Segundo De Bellis, a atuação estruturada do sistema cooperativo tem impacto econômico direto: o Consorzio Nord Ovest, responsável pelas compras para as cooperativas da Lombardia, Piemonte e Ligúria, adquiriu no ano passado cerca de €740 milhões em mercadorias de produtores lombardos. Quando o olhar se amplia ao conjunto do movimento cooperativo, Coop Italia totaliza aproximadamente €2,4 bilhões de compras provenientes de produtores da Lombardia.
Essa dinâmica funciona como o verdadeiro motor da economia regional: a cadeia de abastecimento criada e mantida pela cooperativa não só garante oferta e qualidade para os consumidores, como também exporta valor — na forma de produtos e emprego — para outras regiões italianas, já que muitos itens produzidos na Lombardia são vendidos em supermercados e pontos de venda de cooperativas em todo o país.
“La Lombardia di Coop nasce da vontade de valorizar uma rede de relações que são econômicas e sociais”, afirmou De Bellis. A cooperativa direciona esforços constantes a iniciativas que cumprem sua missão social: parcerias com escolas, projetos culturais, ações de inclusão e solidariedade e apoio a associações esportivas. Em termos práticos, isso significa reinvestir parte da riqueza gerada no território em programas que reforçam coesão social e resiliência econômica.
Do ponto de vista de estratégia e governança, essa atuação exige precisão e calibragem fina — quase uma calibragem de políticas — para garantir que a demanda interna das cooperativas mantenha fluxo financeiro estável para os produtores locais, evitando rupturas e protegendo empregos nos elos mais vulneráveis das cadeias produtivas. Em mercados com margens apertadas, essa previsibilidade se traduz em proteção de ocupação e continuidade de investimento em produtividade.
O modelo cooperativo aqui descrito funciona como elemento de estabilidade: enquanto políticas públicas e variações macroeconômicas atuam como freios e aceleradores, a rede das cooperativas age como sistema que amortiza choques e mantém a atividade. Para gestores e investidores, entender essa engrenagem é essencial para avaliar risco e oportunidade em regiões industriais e agroalimentares densas como a Lombardia.
Em suma, a mensagem de Coop Lombardia é clara e firme: a cooperação de compras e a integração com produtores locais são instrumentos concretos para sustentar cadeias produtivas e preservar postos de trabalho, convertendo volume de compras — os €2,4 bilhões citados — em um mecanismo de valor compartilhado para a Lombardia e para toda a Itália.

