Ética na IA: Masciovecchio reforça que o homem deve estar sempre antes da máquina

Masciovecchio pede código ético rigoroso para IA, defendendo que a ética deve prevalecer e o homem deve estar antes da máquina.

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Ética na IA: Masciovecchio reforça que o homem deve estar sempre antes da máquina

Elio Masciovecchio, vice-presidente do Conselho Nacional dos Engenheiros, sublinhou hoje no Congresso Nacional dos Engenheiros uma mensagem clara e estratégica sobre a relação entre tecnologia e sociedade: a ética deve prevalecer sobre a inovação.

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Na sua intervenção, Masciovecchio afirmou que a relação entre ética e inovação tem de ser sempre superior a um — ou seja, a ética precisa estar acima do impulso tecnológico. Em termos práticos, isso significa desenhar um código ético rigoroso que garanta que a tecnologia, sobretudo a Inteligência Artificial, sirva as necessidades humanas e não o contrário.

"A inovação deve estar ao alcance de todos e, por isso, todos devem seguir um código ético rigoroso que coloque sempre o homem antes da máquina", declarou. Segundo ele, o ser humano é quem opera, orienta e administra as máquinas, utilizando a Inteligência Artificial como instrumento para cumprir objetivos concretos e sociais.

Do ponto de vista de gestão e política, essa visão tem implicações diretas na calibragem de políticas e no design de normas que regulem o uso de algoritmos e sistemas automatizados. Em linguagem de mercado, é a necessidade de manter os "freios fiscais" e os mecanismos de governança capazes de evitar acelerações descontroladas da tecnologia — garantindo que o "motor da economia" funcione com eficiência, mas sob direção humana.

Como economista e estrategista, interpreto a fala de Masciovecchio como um chamado à responsabilidade institucional: empresas, órgãos reguladores e universidades precisam alinhar incentivos para que a inovação seja inclusiva e ética. Isso exige não só códigos e normas, mas também auditorias, métricas de impacto social e formação contínua de profissionais que atuam com IA.

Em termos operacionais, colocar o homem antes da máquina passa por definir padrões claros de transparência, segurança e accountability. Significa, ainda, reconhecer que a Inteligência Artificial é uma ferramenta — poderosa e eficiente — cuja utilização exige supervisão humana qualificada, semelhante à necessidade de uma boa calibragem em um motor de alta performance.

Concluo que essa conversa sobre ética e inovação não é apenas filosófica: é prática e estratégica. A indústria e a administração pública devem traduzir esses princípios em regulamentos operacionais, frameworks de compliance e uma cultura profissional que priorize o bem-estar humano. Só assim teremos uma aceleração de tendências que beneficie a sociedade sem perder controle técnico e ético.

Stella Ferrari
Economista sênior, Espresso Italia — Perspectivas sobre crescimento, luxo e desenvolvimento com foco em alta performance.

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