Florença encerra 8ª edição do Festival Nacional da Economia Civil 'EUconomia' com 12 projetos e 2.500 participantes

Florença recebe 8ª edição do Festival da Economia Civil 'EUconomia': 12 projetos, 2.500 participantes e foco em inclusão, desigualdades e clima.

Florença encerra 8ª edição do Festival Nacional da Economia Civil 'EUconomia' com 12 projetos e 2.500 participantes

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Florença encerra 8ª edição do Festival Nacional da Economia Civil 'EUconomia' com 12 projetos e 2.500 participantes

Encerrou-se em Florença a oitava edição do Festival Nacional da Economia Civil, intitulada EUconomia. A economia que faz bem, o ruído da floresta que cresce. Ao longo de oito anos, o evento consolidou uma comunidade nacional composta por pessoas, empresas, administrações e organizações que, em seus territórios, articulam economia, coesão social e cuidado com o bem comum. Nesta edição foram mobilizados 80 embaixadores e embaixadoras vindos de todas as regiões italianas, protagonistas de percursos debatidos em Florença e replicados em escala local.

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Em 2026 o Festival concretizou 12 projetos territoriais que envolveram cerca de 2.500 pessoas, colocando no centro práticas replicáveis e soluções aplicáveis às urgências sociais e econômicas atuais. A abordagem privilegia a integração entre impacto social e viabilidade econômica — uma calibragem fina entre sentido público e desempenho, como em um motor onde cada peça precisa de precisão para gerar impulso sustentável.

Leonardo Becchetti, diretor do Festival e cofundador da NeXt Economia, chamou atenção para dados reveladores trazidos pelo editor do Relatório Mundial da Felicidade: numa amostra de 30 milhões de entrevistados, apenas 22% se dizem satisfeitos com o próprio trabalho. Segundo Becchetti, além dos desafios clássicos da economia — inflação, desigualdades e crise climática — existe uma profunda carência de sentido. “A economia tradicional age como aquele conhecido que, no planejamento da viagem, apenas vigia limites de velocidade, enche o tanque e evita sair da estrada. A economia civil propõe ir além: não só respeitar regras, mas elevar a qualidade da viagem”, afirmou. O Festival trabalhou, nesses dias, em propostas práticas sobre desigualdade, inflação, pobreza salarial e emergência climática, destacando inteligência relacional, generatividade e participação como chaves para avançar rumo à meta de independência estratégica e criação ampliada de valor econômico, social e ambiental.

Para Augusto dell’Erba, presidente do Federcasse-BCC, o evento deixou clara a demanda por economia civil na Itália — sobretudo entre os jovens — e a necessidade urgente de transformar boas práticas em políticas públicas concretas. Dell’Erba enfatizou a relevância da mutualidade bancária como alavanca para inclusão e combate às desigualdades, colocando o sistema de crédito cooperativo como recurso estratégico para promover desenvolvimento social e econômico.

Também se destacou, ao longo do encontro, a chamada à proteção de um processo emergente: “uma floresta que cresce sem fazer barulho”, nas palavras de participantes, que exige zelos e nova linfa para não perder impulso. Líderes do terceiro setor e representantes do cooperativismo reforçaram o papel do investimento socialmente orientado e da governança participativa como elementos centrais na tradução de propósito em resultados mensuráveis.

Em síntese, a edição de Florença funcionou como uma oficina de políticas e práticas: um terreno de teste onde inovação social e desenho de políticas públicas se encontram para ajustar os “freios fiscais” e a aceleração das transições em curso. O desafio adiante é transformar a experiência coletiva em escalabilidade territorial, mantendo a precisão de um projeto de engenharia econômica que alinhe performance, justiça social e resiliência climática.

Stella Ferrari, para Espresso Italia

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