Modelo cooperativo garante redistribuição do valor agregado e coesão social, diz Legacoop

Gamberini (Legacoop): o modelo cooperativo redistribui o valor agregado e preserva a coesão social, especialmente na cadeia agroalimentar da Lombardia.

Modelo cooperativo garante redistribuição do valor agregado e coesão social, diz Legacoop

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Modelo cooperativo garante redistribuição do valor agregado e coesão social, diz Legacoop

La Lombardia di Coop, evento em curso em Milão até 4 de outubro, voltou os holofotes para uma característica central do tecido econômico italiano: o papel do modelo cooperativo na redistribuição do valor agregado e na manutenção da coesão social. Em entrevista no evento, Simone Gamberini, presidente nacional da Legacoop, sublinhou que a cooperação não é apenas presença comercial, mas uma infraestrutura econômica com impacto territorial profundo.

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Segundo Gamberini, o projeto pretende narrar a relação da cooperativa com o território para além dos pontos de venda: “O modelo cooperativo é uma infraestrutura econômica do país porque consegue reequilibrar a sociedade e redistribuir o valor agregado. Faz‑lo especialmente nas cadeias do setor agroalimentar, em tudo o que definimos como cadeia do food”.

Em termos de estratégia, Gamberini pontuou que competitividade hoje exige duas engrenagens sincronizadas: capacidade de inovar e capacidade de preservar a coesão social. “Competitividade significa manter junto a inovação e a coesão social, permitindo o crescimento equilibrado dos territórios”, afirmou. Essa visão convergente transforma a cooperação numa espécie de motor da economia local, capaz de calibrar benefícios entre produtores, distribuidores e consumidores.

Na prática, o modelo cooperativo organiza as cadeias produtivas de modo a garantir que desde o pequeno produtor agrícola até o consumidor final exista uma distribuição justa de benefícios: o cidadão encontra no supermercado não apenas conveniência, mas também qualidade. Para Gamberini, trata‑se de um pacto que gera satisfação em todos os elos da cadeia — uma redistribuição do valor agregado distinta daquela produzida por modelos puramente extrativos do setor privado.

Gamberini destacou ainda a relevância da Lombardia dentro do sistema cooperativo italiano: não apenas como berço histórico (a cooperação italiana tem cerca de 140 anos), mas como um território com uma das maiores densidades cooperativas do país. Estima‑se que um terço dos cidadãos lombardos seja associado a uma cooperativa, indicador claro da penetração social e do peso econômico desse modelo.

Como economista com experiência em estratégia e mercados, observo que esse padrão cooperativo funciona como um mecanismo de redução de desigualdades: na oferta de serviços, no consumo e nas políticas sociais, o impacto é tangível e qualificante para a sociedade lombarda. É uma arquitetura institucional que, ao promover inovação, também atua como freio contra a concentração de valor e vulnerabilidade social — uma calibragem institucional tão necessária quanto a calibragem de uma máquina de alta precisão.

Em resumo, a intervenção de Gamberini em Milão reforça a ideia de que o modelo cooperativo não é apenas um ator econômico entre tantos, mas uma infraestrutura de política econômica e social capaz de reconciliar eficiência e justiça distributiva, mais evidente nas cadeias do setor agroalimentar e no tecido produtivo da Lombardia.

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