Náutica: Planamente (Confindustria) defende sustentabilidade concreta e aplicável com tecnologias já disponíveis
Planamente (Confindustria) pede sustentabilidade prática na náutica: aplicar tecnologias disponíveis e apoiar inovação para 5–10 anos de progresso real.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Náutica: Planamente (Confindustria) defende sustentabilidade concreta e aplicável com tecnologias já disponíveis
Fabio Planamente, vice‑presidente da Confindustria Nautica, defendeu hoje no 66º Salone Nautico di Genova uma abordagem pragmática para a transição sustentável do setor. Em discurso no seminário TechTrade — "Collaborazioni di successo fra cantieri e suppliers - Intelligenza artificiale e mondo della nautica", promovido por Confindustria Nautica em parceria com Rina Services, Planamente sublinhou a necessidade de transformar diretrizes em ações tangíveis e realizáveis.
Segundo ele, a nova Comissão Europeia tem demonstrado uma abertura fundamental ao diálogo, o que cria uma janela estratégica para alinhar políticas públicas às realidades produtivas do setor náutico. "Devemos trabalhar em equipe para que o percurso seja verdadeiramente concreto, mas também realizável", afirmou. Para Planamente, é imprescindível considerar as tecnologias já disponíveis, aplicando‑as imediatamente, ao mesmo tempo em que se cria um ecossistema que sustente a inovação nos próximos 5 a 10 anos.
Essa visão combina prudência técnica com ambição industrial: priorizar implementações factíveis hoje — como propulsões híbridas, materiais avançados de baixo impacto e ferramentas digitais de eficiência operacional — enquanto se desenham incentivos e instrumentos de financiamento para projetos de pesquisa que materializem a próxima geração de soluções verdes. Em metáfora calibrada ao mundo da engenharia, Planamente sugere que é hora de ajustar a "calibragem das políticas": soltar os freios fiscais que travam investimentos e afinar o motor da economia para que responda com aceleração segura à demanda por sustentabilidade.
O seminário TechTrade, inserido no programa do Salone intitulado "We are made of sea" e em curso até 6 de outubro, reuniu estaleiros, fornecedores e centros de pesquisa para discutir colaborações entre cadeia de suprimentos e parceiros tecnológicos — com ênfase em inteligência artificial aplicada a desenho, produção e manutenção embarcada. A proposta de Planamente realça que as soluções digitais e de inteligência artificial não são fins em si mesmos, mas instrumentos de produtividade que devem ser integrados em modelos de negócio viáveis.
Do ponto de vista de mercado, a mensagem é clara: investimentos estratégicos e políticas públicas alinhadas podem transformar a indústria náutica italiana num caso de sucesso exportável. Para que isso ocorra, é necessária uma ação coordenada — políticas de incentivo, certificações técnicas, programas de capacitação e linhas de crédito específicas — que deem suporte tangível aos estaleiros e suppliers que optarem por inovar.
Como economista com foco em alta performance, vejo nesta agenda uma oportunidade para sincronizar retorno financeiro e impacto ambiental. A implementação imediata de tecnologias maduras reduz risco e custos operacionais; o fomento à inovação garante vantagem competitiva no horizonte de uma década. Em termos práticos, trata‑se de desenhar políticas que funcionem como um sistema de injeção de torque controlado no motor da indústria: suficiente para acelerar, sem romper a estrutura.
Em suma, a liderança da Confindustria Nautica pede que a sustentabilidade seja tratada como um projeto de engenharia bem concebido — com metas claras, etapas realizáveis e instrumentos de suporte — para que o setor possa navegar com eficiência e segurança rumo a um futuro mais verde e competitivo.
Por Stella Ferrari, economista sênior — Espresso Italia

