Valeria Sandei (Almaviva): a verdadeira missão da IA é convertê‑la em valor concreto

Sandei (Almaviva) diz que a verdadeira missão da IA é convertê‑la em valor mensurável; ULTRA visa levar essa prática às PMEs italianas.

Valeria Sandei (Almaviva): a verdadeira missão da IA é convertê‑la em valor concreto

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Valeria Sandei (Almaviva): a verdadeira missão da IA é convertê‑la em valor concreto

Em um cenário onde a Inteligência Artificial ocupa o centro das estratégias corporativas, Valeria Sandei, Global Chief AI Officer do Almaviva Group, deixou uma mensagem clara e prática: a maior questão não são apenas os modelos, mas a capacidade de transformar tecnologia em valor mensurável. A afirmação foi proferida durante o congresso "Valore IA", promovido pela empresa para apresentar o novo framework batizado ULTRA.

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Na exposição, Sandei destacou que gerir IA exige a mesma disciplina aplicada historicamente às tecnologias: definição de objetivos, métricas precisas e uma execução pragmática. "Só se medirmos, definirmos metas e gerirmos a IA de forma concreta — como sempre fizemos com a tecnologia — conseguiremos resultados que gerem valor", disse ela, sublinhando a necessidade de traduzir potenciais técnicos em entregas mensuráveis para clientes e stakeholders.

Como estrategista que privilegia a performance, interpreto essa posição como a calibragem necessária do motor da economia digital: não basta ter cilindros potentes (modelos avançados); é preciso controlar a injeção e o torque — ou seja, integrar a Inteligência Artificial nas aplicações com governança, indicadores e processos que assegurem retorno.

Sandei também abordou a aplicabilidade da ULTRA e da IA nas pequenas e médias empresas. Para as PMEs, a lógica é diferente: muitas vezes a solução precisa ser um produto simples, customizado para conjuntos de necessidades padrão, com custo e implementação compatíveis. "As PMEs têm exigências distintas: elas podem trabalhar em torno de uma ideia de produto simples e customizado. Porém, em nível associativo, há muitos debates para que departamentos diversos do nosso tecido econômico beneficiem-se desta tecnologia mesmo sem um grande orçamento individual", explicou Sandei.

O ponto crítico, segundo a executiva, é a agregação de valor local. Consolidar capacidades de IA na Itália — por meio de frameworks como o ULTRA, iniciativas associativas e políticas públicas alinhadas — permite que o ecossistema das PMEs acelere sua evolução. A metáfora é óbvia: montar um motor não basta; é preciso uma central que sincronize os cilindros para produzir potência utilizável.

Do ponto de vista estratégico, a mensagem de Sandei reverbera para conselhos e diretores: a transformação digital não é um luxo experimental, mas uma calibragem de ativos que deve render resultados mensuráveis. Em um ambiente onde capital e talento disputam atenção, a prioridade deve ser projetar rotas de implementação claras, métricas de desempenho e governança que eliminem riscos e ampliem o retorno.

Em resumo, a visão do Almaviva com ULTRA não se limita à sofisticação técnica; é um convite operacional — para medir, governar e converter inovação em valor real, especialmente para as PMEs que representam o tecido produtivo italiano.

Stella Ferrari, economista sênior e estrategista de negócios, analisa as implicações econômicas e de mercado das iniciativas de tecnologia e inovação.

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