Irã lança o maior ataque de mísseis contra Israel desde o início da guerra; bloqueio de Ormuz é reafirmado
Irã realiza o maior ataque de mísseis contra Israel; aeroportos e data centers atingidos e Ormuz volta ao centro da estratégia regional.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Irã lança o maior ataque de mísseis contra Israel desde o início da guerra; bloqueio de Ormuz é reafirmado
Irã desferiu hoje o que as autoridades militares israelenses classificam como o mais massivo ataque de mísseis balísticos contra Israel desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. O IDF e fontes locais, citadas pelo Times of Israel, relatam o lançamento de cerca de dez projéteis balísticos; impactos foram registrados em várias áreas, possivelmente decorrentes de fragmentos de ogivas interceptadas pela defesa antiaérea.
Enquanto o teatro de operações direto se intensifica, a aritmética da guerra extrapola fronteiras. A Autoridade de Aviação Civil do Kuwait informou que o Aeroporto Internacional do país foi alvo de drones atribuídos ao Irã, um ataque que provocou "um vasto incêndio" nos tanques de armazenamento de combustível, segundo declaração do porta-voz Abdullah Al-Rajhi à Kuwait News Agency. Não há registro de vítimas até o momento.
Em paralelo, fontes iranianas e grupos aliados reportaram que o movimento libanês Hezbollah atingiu um helicóptero israelense nos céus de Yaron com dois mísseis terra-ar. A organização afirmou que os projéteis acertaram a aeronave, informação que, como é hábito em fases de escalada, ainda carece de confirmação independente.
Como resposta, o IDF anunciou uma nova onda de ataques contra "dezenas de alvos terroristas do regime iraniano no coração de Teerã". Em comunicado, a Força Aérea israelense afirmou ter atuado para neutralizar ameaças em múltiplas regiões, ampliando um padrão de operações destinadas a devolver o golpe no centro de comando e controle do adversário.
No plano político interno, o presidente iraniano Massoud Pezeshkian reafirmou, em mensagem pela festa da República, o compromisso do governo em empregar todos os recursos para preservar a independência e a segurança do Irã, evocando o apoio popular como base para a resistência estatal.
Uma nova frente digital e econômica também emergiu: o Financial Times reporta que um data center da Amazon no Barém sofreu danos após um ataque atribuído a forças iranianas. Fontes consultadas pelo periódico indicam prejuízos ao serviço de computação em nuvem, desenvolvimento que segue as ameaças dos Pasdaran de visar empresas americanas com presença regional, incluindo Microsoft, Apple, Google e Meta.
Central para a diplomacia de poder, a liderança suprema iraniana voltou a enxergar no controle do estreito uma alavanca estratégica. Mensagens atribuídas a Mojtaba Khamenei, republicadas em canais oficiais, defendem a continuidade do recurso à "alavanca estratégica do bloqueio do Estreito de Ormuz" — posicionamento que responde, em tom, a propostas externas de condicionar acordos humanitários à reabertura das rotas marítimas.
Este conjunto de movimentos compõe um redesenho momentâneo das linhas de tensão no Golfo: um jogo de xadrez em que cada peça — mísseis, drones, centros de dados e declarações oficiais — busca alterar a geografia das possibilidades políticas e militares. A escalada simultânea em múltiplos vetores realça os alicerces frágeis da diplomacia regional e acentua a tectônica de poder que pode redesenhar fronteiras invisíveis de influência geopolítica.
Do ponto de vista estratégico, a situação exige monitoração contínua das capacidades de defesa antiaérea, da resiliência das infraestruturas críticas e da disciplina política das lideranças envolvidas. O risco de expansão, por erro de cálculo ou por intenção deliberada, permanece elevado; na arena internacional, os próximos movimentos serão determinantes para estabilizar — ou agravar — um tabuleiro ainda em movimento.