Ruga, a tartaruga marinha, volta ao mar após reabilitação no Oasi WWF de Policoro

Ruga, a Caretta caretta tratada no Oasi WWF de Policoro, voltou ao mar em 14 de agosto após reabilitação e monitoração.

Ruga, a tartaruga marinha, volta ao mar após reabilitação no Oasi WWF de Policoro

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Ruga, a tartaruga marinha, volta ao mar após reabilitação no Oasi WWF de Policoro

Por Aurora Bellini, Espresso Italia

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No amanhecer do dia 14 de agosto de 2026, um pequeno gesto tornou-se símbolo de esperança: Ruga, uma jovem tartaruga marinha da espécie Caretta caretta, foi libertada em mar aberto depois de meses de cuidados no Oasi WWF di Policoro. A cena, iluminada pela luz suave do Mediterrâneo, mostrou que a recuperação celular e social da natureza pode, quando bem cuidada, voltar a brilhar.

A história começa no início de junho, quando Ruga foi recolhida e levada ao Centro de Recupero Animali Selvatici Provinciale, dentro do Bosco Pantano. Embora não apresentasse sintomas de lesão visíveis, a tartaruga havia sido encontrada no mar sem reagir aos estímulos da embarcação que a avistara — comportamento que, como explicam os biólogos, pode dever-se ao sunning, o hábito de se aquecer ao sol: essencial para animais de sangue frio que dependem da radiação solar para regular a temperatura corporal.

Após alguns meses de alimentação adequada, observação clínica e cuidados dedicados, Ruga recuperou peso, reflexos e disposição. Medições indicaram que ela tem cerca de 5 a 6 anos e um carapaça de aproximadamente 23 centímetros. No dia da libertação, foi possível reconhecer um capítulo da sua história: uma plaquinha fixa na nadadeira que relata parte do seu percurso clínico e permite o acompanhamento pós-libertação.

A manhã em que retornou ao mar veio quase por surpresa: enquanto me preparava para uma expedição com o projeto Le Vele del Panda — iniciativa do WWF Itália que combina navegação à vela e monitoramento científico do Mediterrâneo —, Ruga apareceu dentro de uma caixa plástica, envolta em toalhas molhadas e entregue à equipe do Oasi. A condução da saída ao mar ficou a cargo de Camilla Brambilla, bióloga marinha e educadora ambiental do Oasi di Policoro, cuja paixão pelo oceano ilumina cada ação de proteção e pesquisa.

Já a cerca de 200 metros da costa, após um período de aclimatação com toalhas umedecidas em água salgada, Ruga fez o que a vida marinha sempre nos lembra: lutou para retomar sua liberdade. Houve um momento de agitação, sinais claros de que não se tratava de uma entrega passiva, mas de um reencontro com o habitat que a formou. Em instantes, ela nadou firme, desaparecendo rumo ao azul — um renascimento silencioso e potente.

Essa libertação não é apenas uma boa notícia isolada. Ela é parte de uma trama maior de conservação marinha que inclui a reabilitação de outras tartarugas, como casos recentes acompanhados pelas equipes de resgate em várias partes da Itália. Cada recuperação e retorno ao mar é um fio tecido no tecido da resiliência ecológica: ações humanas que repararam danos e semearam futuros.

Que Ruga encontre correntes generosas e águas seguras. E que seu retorno nos inspire a continuar cultivando políticas e práticas que protejam os habitantes do mar — para que as próximas gerações encontrem um horizonte límpido e um Mediterrâneo pleno de vida.

Fotos e acompanhamento: equipe Espresso Italia e Oasi WWF di Policoro.

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