Guerini (PD): se o partido voltar ao governo, Itália aumentará ajuda militar à Ucrânia
Guerini (PD) diz que, se o partido voltar ao governo, a Itália ampliará a ajuda militar à Ucrânia e cita aumento de gastos no governo Conte.
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Guerini (PD): se o partido voltar ao governo, Itália aumentará ajuda militar à Ucrânia
Por Giuseppe Borgo — Em trechos do livro de Bruno Vespa Storia della seconda Repubblica. Da Berlusconi a Meloni, da Prodi a Schlein, lançado hoje pela Mondadori e Rai Libri, o ex-ministro da Defesa Lorenzo Guerini afirma que, caso o PD retorne ao governo, a Itália deve contribuir com ajuda militar à Ucrânia de forma mais consistente do que o que atribui ao atual governo de Meloni. "Se saremo chiamati al governo, dovremmo contribuire agli aiuti militari all’Ucraina in maniera più consistente di quanto abbia fatto il governo Meloni, che per un anno, dal novembre 2025, non ha inviato più niente a Zelenski", diz Guerini.
Guerini lembra que, no segundo governo liderado por Giuseppe Conte, quando ocupou a pasta da Defesa, houve "o maior incremento de despesa militar dos últimos anos": a despesa passou de 1% do PIB para 1,6% e foi criado, pela primeira vez, um fundo plurianual de investimentos para a defesa. "Anche la difesa europea dovrà appoggiare sul rafforzamento delle capacità militari nazionali, all’interno di una pianificazione e di un comando comuni", acrescenta, defendendo que a arquitetura da defesa europeia deve apoiar o reforço das capacidades nacionais dentro de uma coordenação comum.
Na mesma linha, nas últimas horas o líder do M5S, Giuseppe Conte, reafirmou a posição do seu movimento. Em entrevista ao programa "Accordi & Disaccordi" no canale Nove, Conte criticou a postura atual: "Sull'Ucraina c'è molta ipocrisia, non stiamo mandando neanche più le armi, neppure l'Italia, da un anno. Adesso hanno difficoltà a fare un nuovo decreto". Ele salientou também a relutância em abrir um processo de negociação, afirmando que não adianta apenas encontrar um "negociatore" se este não tiver condições reais de negociar. "Por nós, por mim, por il mio Movimento ... porre fine a questa guerra è una priorità", afirmou.
Conte advertiu para limites práticos da diplomacia: se dentro da União Europeia houver quem exija uma volta ao status quo anterior à agressão ou uma vitória total, um tratado de paz ficará distante. "Dobbiamo contemperare gli interessi in gioco", disse, lembrando ainda o erro político de não ter tranquilizado a Rússia sobre uma eventual entrada futura da Ucrânia na OTAN — uma decisão que, segundo ele, merecia mais cuidado.
Na voz de quem acompanha a interseção entre decisões de Roma e a vida dos cidadãos, estas declarações são parte da reconstrução dos alicerces da política externa italiana: falar de ajuda militar é também medir o peso da caneta que define compromissos internacionais, e pensar em defesa é erguer pontes entre a soberania nacional e a ação coletiva europeia. A promessa de um aumento do apoio a Kiev, caso o PD volte ao governo, marca uma linha clara na disputa sobre como a Itália pretende colocar seus blocos de construção em termos de segurança e solidariedade internacional.

