Vitória da AfD em Saxônia-Anhalt intensifica pressão sobre Merz; Ucrânia busca fundos de guerra
AfD vence em Saxônia-Anhalt e pressiona Merz; Ucrânia busca fundos para defesa aérea; funeral de Mladić complica candidatura da Sérvia à UE.
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Vitória da AfD em Saxônia-Anhalt intensifica pressão sobre Merz; Ucrânia busca fundos de guerra
Por Marco Severini — Em um movimento que redesenha, de forma abrupta, um novo nó no tabuleiro político europeu, a reportagem de Laura Fleischmann chega de Berlim um dia após a vitória esmagadora da AfD nas eleições estaduais da Saxônia-Anhalt. O resultado impulsiona uma onda de tensão institucional que empurra o chanceler Merz para o centro de um dilema de governabilidade e imagem pública.
O triunfo da direita radical não é apenas um episódio eleitoral: é um evento tectônico que altera as linhas de força internas do poder alemão. Analistas consultados naquela manhã, incluindo o especialista em comunicação Béla Anda, traçam cenários sobre como o partido vencedor pode explorar as fragilidades da coalizão e ampliar sua capacidade de pressão sobre o executivo federal.
Enquanto isso, no plano geopolítico, a necessidade urgente de suprimentos militares para a defesa aérea da Ucrânia marca a pauta do dia. Tymofiy Mylovanov, ex-ministro da Economia ucraniano, aborda a busca por fundos de guerra e a coordenação financeira entre aliados. A reunião do Ukraine Defence Contact Group, analisada por Shona Murray, ocorre sob o imperativo de reforçar defesas essenciais, especialmente sistemas antiaéreos, em face de novas ameaças estratégicas.
No balcão sul-oriental da Europa, as repercussões dos funerais realizados em Belgrado pelo condenado por crimes de guerra Ratko Mladić seguem reverberando. Mared Gwyn examina o episódio, que levou a União Europeia a qualificar a cerimônia com honras militares como incompatível com os valores europeus e a descrevê-la como “um teste importante” para a Sérvia em sua aspiração de adesão à UE. O gesto simbólico de Belgrado abre uma fissura nas relações com Bruxelas e impõe à diplomacia europeia um dilema sobre condicionalidades e princípios.
O conjunto destas narrativas — do surgimento de forças internas que desafiam o centro governamental em Berlim, à urgência logística e financeira da Ucrânia, passando pelo exame moral e estratégico sobre a trajetória europeia da Sérvia — compõe, em minha leitura, um redesenho invisível das fronteiras de influência no continente: movimentos de peças que podem redefinir alianças e prioridades.
Você pode acompanhar a cobertura ao vivo com a apresentadora principal da Euronews, Méabh Mc Mahon, e a nossa correspondente para a UE, Maria Tadeo, diariamente nos dias úteis, às 08:00 (hora de Bruxelas), na televisão e nas plataformas digitais (YouTube, Facebook, X e Instagram). Em apenas 20 minutos, o formato resume os principais eventos e oferece análise estratégica essencial — disponível também como newsletter e podcast.
Em suma: a vitória da AfD é um movimento decisivo no tabuleiro interno alemão; a busca por fundos de guerra pela Ucrânia é uma corrida para manter altos alicerces de defesa; e os atos em Belgrado testam, de forma concreta, a coerência entre valores e interesses dentro da arquitetura europeia.

