Canadair italianos retornam à base após verão de incêndios que testou a Europa

Frota italiana de Canadair retorna à base perto de Roma após temporada intensa de incêndios; manutenção e expectativas para nova geração DHC-515.

Canadair italianos retornam à base após verão de incêndios que testou a Europa

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Canadair italianos retornam à base após verão de incêndios que testou a Europa

Após um verão extenuante passado sobre lagos, litoral e florestas para despejar milhares de toneladas de água sobre incêndios que consumiram uma Europa ressequida, a frota italiana de Canadair — os característicos aparelhos amarelo e vermelho — regressou à base próxima a Roma para a manutenção programada. O retorno marca um momento de retraimento operacional e de reforço dos alicerces técnicos que sustentam a capacidade nacional de combate ao fogo.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.
Advogado de Divórcio em MilãoGuia Itália +
Assessoria Jurídica

Advogado de Divórcio em Milão

Milano · Lombardia

Mariarosaria Della Corte — Advogada especializada em Direito de Família em Milão Experiência, orientação jurídica e atenção personalizada em momentos que exigem dec…

Studio legale Mariarosaria Della CorteA combinarConhecer serviço

Continuação do Conteúdo ↘

A Itália opera uma das maiores frotas mundiais de aeronaves anfíbias do tipo Canadair, aparelhos híbridos entre embarcação e avião, capazes de reabastecer-se em lagos, reservatórios ou no mar sem necessidade de pouso. Essa agilidade os torna peças centrais na arquitetura das defesas contra incêndios.

Segundo o sistema europeu Effis, este verão foi o quarto pior para a Itália desde 2006, com cerca de 113.800 hectares consumidos por 645 incêndios. Numa tectônica de esforços transnacionais, os 18 aviões de combate a incêndios do país também foram deslocados para apoiar operações no estrangeiro, integrando mecanismos de cooperação da União Europeia enquanto o continente vivia uma temporada de fogo histórica.

"No início do verão fomos deslocados para Portugal e Espanha, onde encontrámos duas situações bastante difíceis", relatou Francesco Morgante, piloto da Avincis, sociedade que opera a frota para os Vigili del Fuoco. Ambos os países enfrentaram incêndios que chegaram a ameaçar centros urbanos e polos turísticos. "Depois, nosso país exigiu total atenção, especialmente pela emergência inesperada no norte da Itália", completou Morgante em declaração à AFP, apontando para a imprevisibilidade que reconfigura o tabuleiro operacional a cada temporada.

Os aparelhos utilizados são produzidos pela De Havilland, com sede em Calgary. A Itália emprega o modelo CL-415, mas, como várias nações europeias, aguarda a entrada da próxima geração, o DHC-515, cujo preço aproxima-se de 100 milhões de euros por unidade. O Canadair é capaz de recolher mais de 6.000 litros de água em apenas 12 segundos sem necessidade de aterrissagem, graças a duas tomadas sob a fuselagem, e de descarregá-los em três segundos — uma combinação de velocidade e capacidade que o torna ferramenta ideal na contenção de focos ativos.

"É um instrumento versátil e flexível, apto a enfrentar incêndios de média e grande dimensão", disse Morgante, a partir da estreita cabine de um dos aviões. Após o regresso, os aparelhos foram alocados a um grande hangar recém-reformado, onde as inspeções profundas ocorrerão nas semanas seguintes. Maurizio Tomassi, responsável pelas operações de manutenção da Avincis, explicou à AFP que os controles detalhados em cada aeronave deverão se estender por algumas semanas e ter conclusão prevista até março.

Enquanto isso, o encerramento da última base operacional na Calábria, em 31 de outubro, simboliza o fim oficial da temporada estival. No plano mais amplo, a Europa ocidental registou o verão mais quente de que há memória, com cerca de 540.000 hectares consumidos na União Europeia — um lembrete cartográfico de que os limites do risco estão em movimento constante e que as rotas de cooperação e investimento em equipamento pesado permanecem como movimentos decisivos no grande tabuleiro da segurança civil.

Na perspectiva de quem observa os fluxos de poder e capacidade, o retorno dos Canadair à manutenção não é apenas um ato técnico: é o reposicionamento silente de peças fundamentais numa partida que continuará a ser jogada nos anos vindouros, entre mudanças climáticas, pressão sobre recursos e a necessidade de reforçar a prontidão estratégica.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘