Rubio eleva alerta sobre o retorno do terrorismo de extrema esquerda; alvo inclui sigla italiana FAI/FRI

Rubio alerta para o retorno do terrorismo de extrema esquerda; FAI/FRI citada entre as organizações designadas pelos EUA.

Rubio eleva alerta sobre o retorno do terrorismo de extrema esquerda; alvo inclui sigla italiana FAI/FRI

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Rubio eleva alerta sobre o retorno do terrorismo de extrema esquerda; alvo inclui sigla italiana FAI/FRI

Em um movimento calculado no tabuleiro diplomático, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, elevou o tom sobre o que a administração define como o retorno do terrorismo de extrema esquerda, apontando a necessidade de um reforço da cooperação internacional e anunciando novas designações e medidas direcionadas a organizações consideradas uma ameaça transnacional.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

Rubio expôs a nova postura durante o encontro ministerial intitulado "Resurgence of Political Terrorism", realizado em Washington em 16 de julho de 2026, com a presença de delegações de cerca de 67 países. Na leitura do chefe da diplomacia americana, a violência originada em células radicais de esquerda deixou de ser um fenômeno nacional e passou a apresentar ligações e modos operandi que atravessam fronteiras, exigindo uma resposta coordenada.

No seu discurso, Rubio evocou episódios históricos para dar peso à sua tese, citando organizações que marcaram a Europa nas décadas passadas — entre elas as Brigate Rosse na Itália, a Rote Armee Fraktion (RAF) na Alemanha e o grupo grego 17 Novembre. A referência ao passado serve, na argumentação americana, para sublinhar que a ameaça não desapareceu; antes, ressurge sob formas mutáveis e descentralizadas.

O secretário de Estado fez ainda a conexão entre essa narrativa e ataques recentes na Europa: mencionou os atentados incendiários em Tessalônica (Salonicco), na Grécia, onde três dispositivos explodiram nas proximidades de residências de membros do partido governista Nova Democracia. No atentado, faleceu Vagia Nestora, de 72 anos — mãe da candidata Afroditi Nestora —, atingida por uma bomba incendiária que lhe causou queimaduras em mais de 80% do corpo, segundo o relato citado por Rubio.

Rubio citou também outros episódios que, para Washington, ilustram a nova ameaça transnacional: o apagão provocado por um ataque a infraestruturas elétricas em Berlim e o assassinato do ativista de direita Quentin Deranque, em Lyon.

O vínculo mais direto com a Itália, porém, recai sobre a Federazione Anarchica Informale/Fronte Rivoluzionario Internazionale (FAI/FRI). Trata-se de um grupo anarquista transnacional e descentralizado, associado a reivindicações de atentados e ações violentas ao longo dos anos. Importante frisar que a inclusão da FAI/FRI na lista das Foreign Terrorist Organizations pelos EUA ocorreu em novembro de 2025 — decisão assinada por Rubio — e não constitui uma sanção inédita em agosto de 2026. Na mesma lista americana figuram também a alemã Antifa Ost e as gregas Armed Proletarian Justice e Revolutionary Class Self-Defense, bem como denominações e células ligadas à federação, como a Brigata Augusto Masetti.

A designação por Washington carrega implicações concretas: efeitos financeiros e jurídicos que podem atingir membros da organização e aqueles que lhes prestam auxílio, enquadrados nas medidas da legislação antiterrorismo norte-americana. Em termos geopolíticos, a iniciativa americana busca remodelar alianças e criar uma frente comum de enfrentamento — um movimento que, no tabuleiro das relações internacionais, visa fragilizar os alicerces de suporte e financiamento dessas redes.

Como analista, observo que a retomada desta retórica por parte de Washington é simultaneamente um alerta e uma peça de estratégia: sinaliza determinação em construir coalizões, ao mesmo tempo em que impõe novas tensões nas relações entre Estados e movimentos radicais. A tectônica de poder que se desenha exige um olhar atento sobre as linhas de financiamento, rotas transnacionais e a retórica que legitima respostas repressivas.

Marco Severini — Espresso Italia

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘