Tensão em Ballando: por que Barbara d'Urso evitou comentar Ornella Muti após a performance
Polêmica em Ballando: Barbara d'Urso evita comentar Ornella Muti após performance com Pasquale La Rocca; tensão doma o júri e gera reação do público.
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Tensão em Ballando: por que Barbara d'Urso evitou comentar Ornella Muti após a performance
Na edição de 31 de outubro de Ballando con le Stelle, o palco de emoções apresentado por Milly Carlucci tornou-se, por alguns minutos, um espelho do nosso tempo: mais do que uma disputa de passos, um rito público sobre memória, lealdades e o lugar do julgamento na arte performática. A atuação em freestyle de Pasquale La Rocca com Ornella Muti arrancou aplausos e, ao mesmo tempo, reacendeu uma discussão que pairava desde semanas atrás.
Ao comentar a exibição, Barbara d'Urso afirmou: “Pasquale me deixa sempre sem palavras”. A declaração, aparentemente elogiosa, desencadeou uma onda de questionamentos por sua opção em não citar a parceira de dança, Ornella Muti, especialmente depois de uma crítica técnica mais dura feita por ela na semana anterior.
Simona Ventura, direta, perguntou à jurada se “a Muti não teria pés de bailarina?”, provocando reação. A tentativa de encerrar a polêmica por parte de d'Urso — “Basta provocações e obsessões” — não foi suficiente. Francesca Fialdini interveio com delicadeza crítica: “Me entristece perceber tensão. É inacreditável que não se encontrem palavras para descrever o que acabamos de ver”, antes de pedir a opinião de Pasquale.
A resposta de d'Urso trouxe à tona um elemento que mistura ancoragem pessoal e autoridade profissional. Ela lembrou que está ali como jurada para emitir pareceres e rebateu as menções a sua história com Pasquale La Rocca, com quem competiu na edição anterior: “Eu faço a jurada e fui chamada para dar juízos. Não me puxem mais para isso, por favor”. Para ela, a coreografia de Pasquale a deixou ‘sem palavras’ e há aspectos dos quais não gostou, mas preferiu não detalhar para evitar polemizar.
Se o silêncio de Ornella Muti permaneceu, Pasquale La Rocca não se conteve: pediu sinceridade nos comentários, acusando uma falta de franqueza que, segundo ele, se repetia há cinco semanas. O estilista-jurado Guillermo Mariotto resumiu a sensação do painel com a expressão italiana que já virou bordão: “tira la pietra e nascondi la mano” — ou seja, atira a pedra e esconde a mão. A troca escalou: d'Urso reagiu chamando Mariotto de “cafone” e afirmou que, para ela, o episódio encerrava ali.
Quanto às notas, o placar traduziu a divisividade do júri: Barbara d'Urso e Carolyn Smith deram 8 pontos; os demais jurados atribuíram 10, totalizando 46 pontos para a dupla. Além da pontuação, o que ficou foi um pequeno roteiro oculto da cena televisiva — uma narrativa sobre autoridade, memória e a performance do eu público.
Como analista cultural, vejo esse episódio como um microcosmo: a mesa de jurados funciona como uma câmara de ressonância para tensões sociais maiores — rivalidades, lealdades e a expectativa de autenticidade em tempo real. A controvérsia sobre se comentar ou não a presença de Ornella Muti no palco revela, em última instância, a semiótica do viral: não é apenas o que se dança, mas o que se diz (ou não se diz) que define o eco cultural de uma performance.

