Made in Italy no Ho.Re.Ca.: Federdistribuzione destaca mudança na distribuição moderna e a força da regionalidade
Federdistribuzione: distribuição moderna evolui e a regionalidade fortalece o valor do Made in Italy no Ho.Re.Ca.
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Made in Italy no Ho.Re.Ca.: Federdistribuzione destaca mudança na distribuição moderna e a força da regionalidade
Por Stella Ferrari — Em evento promovido pela associação, intitulado 'La Distribuzione Moderna al servizio dei consumi fuori casa. Mercato Ho.Re.Ca. e valore del Made in Italy', Martinez Fontano, presidente da Federdistribuzione Ho.Re.Ca., traçou um diagnóstico claro sobre a transformação do setor: 'A distribuição moderna teve um grandíssimo avanço nos últimos anos. Todos nós estamos organizados para ampliar o sortimento e conseguir integrá-lo em uma oferta que inclua também produtos locais'.
Essa observação, embora direta, reflete uma mudança estrutural que atua como um verdadeiro motor da economia do varejo alimentar: não se trata apenas de aumentar a gama de produtos, mas de orquestrar a logística, a curadoria e a comunicação para que o Made in Italy dialogue com as expectativas do consumidor que consome fora de casa.
Fontano foi enfático ao sublinhar que, na Itália, o diferencial decisivo é a regionalidade. 'Quando um consumidor sai para ter uma experiência em um restaurante ou em um hotel, quer encontrar o produto da região em que está', afirmou. Essa preferência regional não é um detalhe de marketing: é um fator de demanda que altera a arquitetura da cadeia de suprimentos, exigindo flexibilidade na distribuição e precisão na previsibilidade da oferta.
Do ponto de vista estratégico, a transformação da distribuição moderna se parece com a calibragem fina de um motor de alto desempenho: cada componente — do fornecedor regional ao centro de distribuição, do sistema de controle de estoque ao ponto de venda — precisa operar em harmonia para gerar aceleração nas vendas sem sobreaquecer os custos logísticos. A capacidade de integrar produtos locais ao portfólio nacional é hoje um indicador de competitividade, não apenas de identidade cultural.
Para executivos e gestores do setor Ho.Re.Ca., a mensagem é clara e operacional: investir em surtidos locais significa atender a uma demanda real e crescente, mas também requer um redesenho do fluxo de distribuição. Isso envolve tecnologia de rastreabilidade, contratos de fornecimento mais flexíveis e uma rede de transporte menos padronizada, capaz de responder à sazonalidade regional.
Além disso, a valorização do Made in Italy passa pela comunicação e pelo posicionamento nos pontos de consumo. Restaurantes e hotéis são vitrines naturais: a exposição de produtos regionais amplia o valor percebido da experiência e reforça a cadeia entre produtor local e consumidor final.
Em um mercado em que tendências se aceleram, quem atua na cadeia de abastecimento precisa pensar como um engenheiro que projeta um sistema integrado: reduzir os 'freios fiscais' administrativos, aplicar a 'calibragem de juros' — no sentido figurado de ajustar incentivos — e otimizar a logística para que a oferta regional chegue com qualidade e consistência.
Concluindo, a análise de Martinez Fontano destaca que a integração do local no nacional não é apenas um imperativo cultural, mas uma estratégica de mercado. A distribuição moderna italiana está evoluindo para transformar a regionalidade em vantagem competitiva, alinhando eficiência operacional e experiência do consumidor no eixo Ho.Re.Ca.

