Halloween nos zoológicos: abóboras, guloseimas e um enriquecimento que ilumina comportamentos

Como zoológicos usam abóboras no Halloween para estimular animais, incentivar bem-estar e atrair atenção nas redes sociais.

Halloween nos zoológicos: abóboras, guloseimas e um enriquecimento que ilumina comportamentos

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Halloween nos zoológicos: abóboras, guloseimas e um enriquecimento que ilumina comportamentos

Por Aurora Bellini, Espresso Italia.

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Quando chega o período de Halloween, muitos zoológicos na Itália, em Londres e nos Estados Unidos aproveitam para oferecer abóboras entalhadas aos seus habitantes — não por crenças em bruxas ou fantasmas, mas como uma forma criativa de estímulo. Essas peças coloridas e de formato inusitado servem tanto para atrair olhares nas redes sociais quanto, e sobretudo, para promover um real enriquecimento ambiental nos recintos.

Os cuidadores, ou keepers, frequentemente transformam as abóboras em pequenos brinquedos sensoriais: recheiam-nas com carne, ragu ou outras guloseimas, as deixam parcialmente cozidas para amaciar a polpa ou criam aberturas que convidam à investigação tátil. Assim, esses objetos luminosos se tornam ferramentas que iluminam novos caminhos de exploração e comportamento — uma maneira de semear novidade no cotidiano animal.

A reação dos animais é guiada pela natureza de cada espécie e pela personalidade de cada indivíduo. Os grandes felinos, por exemplo, tendem a usar as abóboras como bolas, empurrando-as e perseguindo-as, ou então como presas a ser estraçalhadas quando encontram recheios saborosos. Já os herbívoros, desprovidos de garras e caninos, abordam a tarefa com outro engenho: utilizam as patas quase como um rolo de massa, amassando e fragmentando a abóbora para alcançar a polpa doce.

Primatas — macacos e lêmures — frequentemente divertem-se de modo especialmente curioso. É comum vê-los enfiando os dedos nas aberturas que simulam olhos e bocas, investigando minuciosamente como se estivessem diante de cabeças de algum estranho animal sem corpo. Essas interações são pequenas janelas que nos permitem observar cognição, manipulação fina e experimentação social.

Do ponto de vista nutricional, a abóbora é um alimento interessante: rica em fibras, vitaminas e beta-caroteno, oferece benefícios reais à nutrição quando administrada com critério. Porém, pedaços muito duros podem causar desconforto a certas espécies — por isso muitos zoológicos preferem cozinhar levemente as abóboras antes de distribuí-las.

Além do benefício direto aos animais, a prática tem um ganho importante em termos de comunicação: atrai atenção pública e permite que as instituições destaquem práticas de bem-estar animal e conservação, iluminando debates e fortalecendo laços com o público. É uma oportunidade para transformar um gesto lúdico em ferramenta educativa e de engajamento.

Em tempos em que semear empatia e conhecimento é também cuidar do futuro, iniciativas assim mostram que pequenas ações — como oferecer uma abóbora — podem cultivar valores e revelar novos caminhos para a relação entre humanos e fauna. Se quiser acompanhar mais histórias sobre bem-estar animal e inovação social, assine a newsletter do Espresso Italia: vamos juntos tecer laços e iluminar horizontes mais sustentáveis.

© Espresso Italia — Aurora Bellini

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