Saúde sexual na Itália: entre medicamentos e plataformas online, gastos chegam a €1,2 bi ao ano
Itália gasta €1,2 bi/ano em saúde sexual: medicamentos, suplementos e plataformas online. SIA alerta contra automedicação e reforça prevenção.
RESUMO ✦
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Saúde sexual na Itália: entre medicamentos e plataformas online, gastos chegam a €1,2 bi ao ano
Saúde sexual masculina movimenta na Itália cerca de 1,2 bilhões de euros por ano, segundo levantamento da Sociedade Italiana de Andrologia (Sia). Em um mercado que mistura medicamentos prescritos, suplementos vendidos sem receita e até assinaturas de plataformas como OnlyFans, cresce também a preocupação dos especialistas com terapias improvisadas e com os riscos relacionados à saúde pública.
Os números farmacêuticos mais recentes, compilados pelo Rapporto OsMed 2025 da Aifa, apontam para uma despesa de 256,1 milhões de euros apenas com medicamentos contra a disfunção erétil, um aumento de +15% em relação ao ano anterior. A queda de preços após a expiração de patentes e a chegada de genéricos tornou esses tratamentos mais acessíveis, ao mesmo tempo em que elevou os volumes de consumo: estima-se que um homem que use esses produtos com regularidade gaste entre 150 e 400 euros por ano.
Ao lado dos fármacos, um mercado paralelo de produtos de prateleira — géis retardantes, pílulas de reforço natural e diversos suplementos para o vigor sexual — foi avaliado em aproximadamente 80 milhões de euros anuais. A soma desses segmentos, somada a gastos com conteúdo erótico online, dispositivos e serviços de aconselhamento ou estética sexual, compõe o total estimado em 1,2 bilhões de euros.
Para a Sia, esse cenário é como uma paisagem em transformação: por um lado abre portas para mais bem-estar e qualidade de vida; por outro, planta sementes de risco quando o cuidado clínico é substituído pelo faça você mesmo. A entidade alerta contra automedicação e uso indiscriminado de produtos não testados, lembrando que, em saúde sexual, nem tudo o que promete juventude é seguro.
Outra nota de atenção levada pelos especialistas é o aumento de infecções sexualmente transmissíveis entre faixas etárias mais avançadas, um fenômeno associado em parte ao uso de terapias como o Viagra que podem reativar a vida íntima sem a devida orientação sobre proteção e exames. A Sia aproveita o mês de prevenção andrológica, em novembro, para convidar homens a cultivarem práticas seguras: consultas regulares, exames apropriados, diálogo aberto com profissionais e cautela com receitas milagrosas.
Vivemos um outono em que a paisagem do desejo se abre em novas direções — da farmácia ao conteúdo digital — e é preciso colher com cuidado os frutos dessa modernização. A recomendação é clara: buscar orientação médica qualificada, desconfiar de soluções fáceis e lembrar que a saúde sexual faz parte do bem-estar integral, enraizada tanto no corpo quanto nas relações e no contexto social.
Em resumo, o mercado cresce e se diversifica, mas o convite da Sia é para que esse crescimento seja acompanhado por prudência clínica e políticas públicas que garantam informação, segurança e acesso a cuidados de qualidade.

