Ataque ucraniano contra Moscou: maior ofensiva com drones desde o início da guerra, diz Sobjanin
Ucrânia lança maior ofensiva com drones contra Moscou; defesa aérea russa abateu 1.600 drones. Impactos em refinaria e vítimas nas regiões.
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Ataque ucraniano contra Moscou: maior ofensiva com drones desde o início da guerra, diz Sobjanin
As forças ucranianas conduziram, segundo as autoridades russas, o que o prefeito de Moscou classificou como o seu "ataque de maior escala" desde o início do conflito. Em mensagem publicada no Telegram, o prefeito Sergey Sobjanin afirmou que, desde sábado, a defesa aérea russa derrubou mais de 1.600 drones em todo o país, dos quais cerca de 450 estariam direcionados à capital.
De acordo com o comunicado do gabinete municipal, alguns drones alcançaram a área da refinaria de Moscou e um deles atingiu um prédio residencial. Sobjanin enfatizou que, até o momento, não foram registradas vítimas na cidade. Já o governador do oblast de Moscou, Andrey Vorobyov, reportou duas mortes em ataques ocorridos no restante da região.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky confirmou, por sua vez, que as forças de Kiev atacaram alvos na região de Moscou durante a noite. Segundo ele, foram atingidos um complexo considerado "chave" da indústria petrolífera e uma instalação logística. Em publicação na rede X, Zelensky afirmou que as respostas ucranianas de alcance prolongado tiveram impacto significativo na região e listou a participação de drones de ataque FP-1 e mísseis Palianytsia, além de outros tipos de munição.
"Moscou deve pôr fim à sua guerra brutal e escolher a paz, em vez de construir círculos concêntricos de defesa aérea às custas de outras regiões", escreveu o presidente ucraniano, acompanhando a declaração com vídeos que, segundo Kiev, mostram as consequências dos ataques.
No mesmo balanço de graves ocorrências, as autoridades ucranianas informaram que um menor faleceu em decorrência de um ataque russo na região de Kiev, elevando para quatro o número total de vítimas naquele episódio. Timur Tkachenko, chefe da Administração Regional de Kiev, afirmou que o jovem morreu no hospital após ser ferido durante um ataque ao distrito de Vyshhorod. A administração regional reportou mais de um dia de ataques inimigos e danos a 31 edifícios em cinco distritos.
Em outra frente, na região sul de Kherson, autoridades locais relataram a morte de um padre de 71 anos em um ataque com drones contra um mosteiro no vilarejo de Chervonyi Mayak. Quatro pessoas teriam ficado feridas, segundo os relatos oficiais.
Além dessas ocorrências, Zelensky reiterou pedidos por novas sanções contra Moscou e divulgou números que ilustram a intensidade da ofensiva russa: mais de 2.000 drones de ataque, 1.700 bombas aéreas e 19 mísseis lançados contra a Ucrânia somente nesta semana. O episódio, marcado pelo uso massivo de drones e munições de longo alcance, confirma um novo padrão na dinâmica do conflito — uma aceleração na capacidade de projetar poder e, simultaneamente, um aumento no risco de escalada.
Como analista, vejo neste evento um movimento decisivo no tabuleiro: um desafio direto à profundidade estratégica russa e uma demonstração da crescente importância das plataformas não tripuladas na tectônica contemporânea de poder. As autoridades de ambos os lados empilham argumentos e números; porém, as consequências reais se medirão em termos de danos industriais, perdas humanas e na reconfiguração dos alicerces da diplomacia futura.

