Anticoagulantes em idosos: hematologista Tosetto pede avaliação rigorosa do risco-benefício

Tosetto alerta: em idosos, anticoagulantes exigem avaliação individualizada do balanço risco-benefício, incluindo suporte de caregivers e fatores de hemorragia.

Anticoagulantes em idosos: hematologista Tosetto pede avaliação rigorosa do risco-benefício

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Anticoagulantes em idosos: hematologista Tosetto pede avaliação rigorosa do risco-benefício

Por Giulliano Martini — Em Roma, durante o XXIX Congresso nacional da Siti — Sociedade Italiana para o Estudo da Hemostasia e da Trombose, o diretor do departamento de Ematologia do hospital de Vicenza, Alberto Tosetto, reafirmou a necessidade de um balanço risco-benefício rigoroso ao prescrever anticoagulantes a pacientes da terceira idade.

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Segundo Tosetto, as terapias anticoagulantes têm, na prática clínica, uma duração clássica entre 6 e 12 meses, mas essa janela varia conforme a apresentação do quadro. Em casos de tromboembolismo venoso sem causa aparente, o tratamento pode ser prolongado por períodos muito mais extensos; já quando a trombose é provocada por fatores temporários — como traumatismos ou intervenções cirúrgicas — a terapia costuma ser mais curta. Esta distinção é central para a tomada de decisão terapêutica, sobretudo em pacientes frágeis.

O ponto de atenção, salientou o especialista, é que o paciente idoso exige uma avaliação individualizada. O roteiro prático proposto por Tosetto inclui a identificação dos principais fatores de risco para hemorragia e a análise das fragilidades clínicas que aumentam essa tendência. Além disso, acrescentou, é fundamental incorporar às decisões médicas as preferências do paciente e verificar a disponibilidade de suporte por parte de caregivers para garantir a adesão e o uso correto da medicação.

Do ponto de vista técnico, a recomendação passa por um cruzamento de dados e por uma apuração que incorpore tanto o perfil clínico quanto elementos sociais e de suporte. Em linguagem de apuração in loco e de cruzamento de fontes, Tosetto enfatizou que a mera idade cronológica não pode ser o único critério decisório; o que conta é o conjunto de riscos e benefícios individualizados — os fatos brutos que orientam a conduta terapêutica.

Quanto às perspectivas de futuro para o manejo da trombose, Tosetto indicou que avanços virão por meio de novos fármacos. Ele destacou, em particular, o desenvolvimento de agentes direcionados a tipos específicos de trombose, citando as tromboses associadas a acessos venosos por cateter como uma área que deverá receber novidades farmacológicas relevantes.

A mensagem principal transmitida no congresso é de prudência técnica: manter o foco no balanço risco-benefício, documentar as fragilidades e os fatores de risco para hemorragia, e integrar as preferências do idoso e a existência de caregivers no plano terapêutico. São medidas que visam reduzir danos e otimizar resultados em uma população clinicamente complexa.

Relato feito com ênfase na clareza jornalística e no rigor de verificação das informações, com atenção aos elementos técnicos apresentados pelo especialista e à realidade prática do atendimento ao paciente idoso com trombose.

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