Feminicídio de Martina Carbonaro: testemunhos detalham últimas horas; mãe pede ‘cadeira elétrica’ para Tucci

Testemunhos no julgamento do feminicídio de Martina Carbonaro detalham últimas horas; mãe pede punição severa para Alessio Tucci.

Feminicídio de Martina Carbonaro: testemunhos detalham últimas horas; mãe pede ‘cadeira elétrica’ para Tucci

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Feminicídio de Martina Carbonaro: testemunhos detalham últimas horas; mãe pede ‘cadeira elétrica’ para Tucci

Por Giulliano Martini — Em audiência realizada na Corte d'Assise de Nápoles, testemunhos ouvidos nesta sexta-feira confirmaram detalhes cruciais sobre as horas que antecederam e seguiram o assassinato de Martina Carbonaro, morta em 26 de maio de 2025 em Afragola.

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A mãe da vítima, presente aos atos processuais e acompanhada pela defesa, declarou com firmeza que aplicaria a pena máxima a Alessio Tucci — chegando a afirmar que daria a ele "a cadeira elétrica". A frase, contundente, reforça a carga emocional que permeia o processo pelo feminicídio da adolescente.

No centro da sessão esteve o depoimento do empregador de Tucci. Segundo o trabalhador, o réu se mostrou com tom "tranquilo e sereno" em contato telefonema/mensagem por volta das 22h do dia do crime, horário posterior ao homicídio. O patrão relatou que Tucci informou não ir ao trabalho pois "Martina não havia retornado e não estava reperível". O elemento ganha peso na reconstrução cronológica das horas seguintes ao crime.

O empregador acrescentou que, naquele período, o funcionário frequentemente faltava ao serviço e aparecia "pensieroso e distratto", além de cometer pequenos danos materiais no ambiente de trabalho. "Eu mandava mensagem quase todas as noites", disse, ao descrever um quadro de alteração comportamental.

Outra testemunha ouvida por videocollegamento foi um jovem de 21 anos, residente no Norte da Itália, que mantinha contato predominantemente virtual com a vítima. Os dois não chegaram a se encontrar pessoalmente, mas trocavam mensagens e telefonemas diários. Ele afirmou saber que Martina tinha 14 anos — estava prestes a completar 15 — e descreveu a relação como quase um namoro, por iniciativa de ambos.

Segundo o depoente, Martina relatou que havia rompido com Tucci alguns dias antes e que não queria reatar. O jovem também disse que Tucci ficou sabendo do relacionamento virtual e tentou contatá-lo, sendo depois bloqueado.

O relato do 21‑ano se concentrou na noite do crime: Martina disse que sairia com amigas e depois encontraria Alessio para um breve encontro. O último recado enviado pela adolescente às 20h23 foi: "Scusami, ti spiego dopo" — mensagem que não teve resposta efetiva. O rapaz enviou cerca de dez mensagens seguintes, mas a partir das 21h27 as mensagens já não eram entregues, registrando apenas uma marca de envio. "Pensei que ela tivesse desligado o telefone", declarou o testemunho.

Além disso, o 21‑ano contou que Martina já havia narrado um episódio anterior de violência: durante uma briga, Tucci a teria esbofeteado e derrubado seus óculos. O detalhe foi incluído nas peças de acusação como elemento que aponta padrão de agressividade.

O processo segue com o objetivo de cruzar provas técnicas e testemunhais em busca da reconstituição rigorosa dos fatos. A defesa e a acusação ainda apresentarão novas testemunhas e documentos que podem confirmar ou refutar trechos do depoimento. A apuração in loco e o cruzamento de fontes permanecem essenciais para a tradução factual deste caso que chocou a comunidade de Afragola.

Registro final: a audiência reforçou a tensão entre as versões e evidenciou a necessidade de perícias complementares para fixar a cronologia exata. A voz das testemunhas — empregador, amigos e contatos virtuais — compõe o mosaico probatório que a Corte irá avaliar.

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