Novos tratamentos para patologias plaquetárias: ensaios avançados e esperança para pacientes, diz Gresele (UniPg)
Gresele (UniPg) anuncia ensaios avançados e novos fármacos promissores para patologias plaquetárias; ênfase em diagnóstico precoce e terapias antiangiogênicas.
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Novos tratamentos para patologias plaquetárias: ensaios avançados e esperança para pacientes, diz Gresele (UniPg)
Por Giulliano Martini — Em relato feito hoje em Roma, durante o 29º Congresso Nacional da SISET (Società Italiana per lo Studio dell'Emostasi e della Trombosi), o professor Paolo Gresele, titular de Medicina Interna na Universidade de Perugia, descreveu avanços clínicos que podem alterar o panorama terapêutico das patologias plaquetárias. A informação resulta de apuração in loco e do cruzamento de fontes com dados apresentados no evento.
Segundo Gresele, até recentemente as inovações para essas doenças concentravam-se sobretudo no campo da diagnóstica genética e no reconhecimento epidemiológico. No plano terapêutico, acrescentou, houve pouca novidade durante anos, contrariamente ao que ocorreu com a hemofilia, que registrou novos caminhos terapêuticos e abordagens para o manejo das hemorragias.
O professor destacou que as patologias plaquetárias congênitas foram, por muito tempo, subdiagnosticadas e recebiam menos atenção, pois o foco clínico esteve direcionado para hemorragias hereditárias com fenótipo mais severo, como a hemofilia A. O que emergiu no congresso, disse Gresele, é que esses distúrbios são "muito mais frequentes do que se pensava" — um dado que altera o raio‑X epidemiológico e impõe revisão das prioridades de diagnóstico e atenção clínica.
No detalhamento das novidades, Gresele citou a existência de um anticorpo monoclonal bispecífico em fase avançada de estudos clínicos, com participação de muitos centros italianos. Trata‑se de uma opção terapêutica promissora cuja disponibilização dependerá da evolução dos ensaios clínicos. "Esperamos que a pesquisa ofereça em breve essa nova alternativa ao paciente", afirmou.
Além dessa inovação, há avanços em tratamentos direcionados a manifestações hemorrágicas específicas. Estudos identificam que certos distúrbios funcionais plaquetários congênitos apresentam vulnerabilidade particular no sistema gastrointestinal, com episódios de hemorragias intensas e recorrentes. Em alguns desses casos, terapias antiangiogênicas já mostraram ganhos clínicos relevantes, reduzindo episódios hemorrágicos e melhorando a qualidade de vida de pacientes selecionados.
Do ponto de vista clínico, Gresele sublinhou que esses distúrbios podem ser mais prevalentes do que a doença de Von Willebrand, tradicionalmente considerada a mais comum entre as coagulopatias hereditárias. Outro ponto crítico é que muitas formas estão associadas a uma diátese hemorrágica que pode ser severa, exigindo diagnóstico precoce e protocolos de manejo adequados para reduzir risco de complicações.
Conclusivamente, a mensagem transmitida no congresso e corroborada por Gresele é clara: o reconhecimento e a identificação precoces das patologias plaquetárias são imperativos clínicos. A chegada de novos fármacos em fase avançada de investigação e a aplicação de terapias direcionadas a manifestações específicas representam, na prática, um deslocamento significativo no cuidado desses pacientes — do diagnóstico molecular para intervenções terapêuticas efetivas.
O monitoramento dos resultados dos ensaios clínicos e a ampliação da vigilância epidemiológica seguem como prioridades para consolidar essas promessas em tratamentos disponíveis e seguros.

