Filha e mulher de David Rossi dizem em Verissimo que ele foi espancado antes de morrer
Filha e esposa de David Rossi afirmam em Verissimo que ele foi espancado antes de morrer; caso reaberto como homicídio pela DDA de Florença.
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Filha e mulher de David Rossi dizem em Verissimo que ele foi espancado antes de morrer
Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes: em entrevista concedida ao programa Verissimo, que vai ao ar domingo, 1º de novembro, às 15h45 na Canale 5, Carolina Orlandi e a esposa de David Rossi, Antonella Tognazzi, falaram pela primeira vez juntas em estúdio sobre a morte do ex-responsável de comunicação do Monte dei Paschi di Siena.
Três fatos centrais orientam a fala das entrevistadas e reabrem o foco das investigações: a reabertura do caso pela Direzione Distrettuale Antimafia di Firenze (DDA de Florença) como inquérito por omicídio, imagens que mostram que Rossi permaneceu vivo por 22 minutos após a queda, e lesões no corpo que, segundo a família, indicam agressão antecedendo a morte.
“Spero che ci perdoni per averlo spogliato della sua privacy e che sia orgoglioso di quello che stiamo facendo”, disse Carolina Orlandi no programa, traduzido e confirmado por apuração. A declaração sintetiza a posição pública da família: a busca por verdade processual e pela manutenção da memória do homem que era figura central em comunicação bancária.
A família recorda que a morte de Rossi, ocorrida em 6 de março de 2013, foi arquivada duas vezes como suicídio antes de nova instrução por homicídio. A atitude da Comissão Parlamentar de Inquérito foi citada pela entrevistada como elemento decisivo: "A Comissão teve o mérito de demonstrar cientificamente que aquilo que aconteceu a David foi um homicídio", disse Carolina, acrescentando que esperam agora a atuação da magistratura, já em curso.
Quanto à possibilidade de salvamento, Carolina Orlandi foi direta: "Ele ficou vivo por 22 minutos. Pelas imagens das câmeras sabemos hoje que poderia ter sido salvo". A análise técnica das filmagens e o levantamento médico-forense feitos pela família e por peritos apontam que o corpo apresentou ferimentos no rosto, na região inguinal e nos antebraços — lesões que, segundo a defesa da família, não se coadunam com uma queda típica.
“O corpo falou desde o início, inclusive quando ninguém queria escutá-lo — porque David caiu de costas, e, apesar disso, apresenta uma série de feridas que indicam que foi agredido antes de morrer”, afirmou Carolina durante o bate-papo.
A esposa, Antonella Tognazzi, solicitou respeito à memória do marido: “Spero che ci sia l'onestà almeno nel ricordo, perché tante persone que eu considerava amigas dele se colocaram de lado, e isso me feriu”. A fala reforça a dimensão pessoal e social do processo: não se trata apenas de provas, mas também do reconhecimento público e da reconstrução da narrativa sobre o ocorrido.
Ressalto: trata-se de uma cobertura fundada em documentos públicos, relatórios da comissão e declarações diretas das envolvidas, com verificação de datas e citações. A reabertura pela DDA de Florença representa um avanço processual significativo que poderá determinar novas diligências forenses e oitivas. Continuarei acompanhando o desdobramento das investigações e o encaminhamento judicial com o mesmo foco técnico e isento que orienta esta reportagem — a realidade traduzida sem ruído.

