Clizia Incorvaia diz ter sido denunciada por difamação e pede paz para a família

Clizia Incorvaia afirma ter sido denunciada por difamação após denunciar abusos de Francesco Sarcina e pede paz para sua família.

Clizia Incorvaia diz ter sido denunciada por difamação e pede paz para a família

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Clizia Incorvaia diz ter sido denunciada por difamação e pede paz para a família

Com a voz ainda marcada pela emoção, a influencer Clizia Incorvaia voltou a falar publicamente sobre o ex-marido Francesco Sarcina e a batalha judicial que os envolve. Em entrevista à apresentadora Silvia Toffanin no programa Verissimo, Clizia relatou que foi denunciada por difamação após ter contado que sofreu violência psicológica e violência física do cantor e frontman de Le Vibrazioni.

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“Dói ter que me defender, essas denúncias perturbam a minha serenidade e a da minha família. Tenho que pedir desculpas por coisas que eu sofri, depois de tanto tempo, depois de ter decidido baixar a guarda”, disse a influencer, emocionada. “A mensagem que quero passar é a de uma mulher resiliente, que se curva mas não se quebra.”

Aos 46 anos, Clizia Incorvaia é hoje companheira de Paolo Ciavarro e mãe de Nina, de 11 anos, fruto do casamento com Francesco Sarcina. No programa, ela confessou arrependimento por não ter denunciado anteriormente: “Hoje me arrependo de não ter denunciado, mas eu não tinha forças. Eu queria apenas sobreviver, sair daquela vida e recomeçar do zero. Não existe um tempo certo para denunciar um abuso, nem ninguém pode te fazer sentir culpada.”

Clizia detalhou que já compareceu aos carabinieri e apresentou provas que tem em seu poder, incluindo o boletim dos bombeiros que, em 2019, foram acionados à casa do casal nos arredores de Milão depois de um episódio em que, segundo sua versão, o ex-marido teria incendiado 16 pares de sapatos. “Me sinto serena e confiante que a justiça fará seu curso. Tudo isso, porém, me machuca. É uma história que eu gostaria de encerrar — quero ser deixada em paz com minha nova família. Hoje estou serena e quero vivê-la.”

Em um trecho particularmente delicado, a influencer recordou um aborto espontâneo que sofreu há três anos, ocorrido enquanto viajava de trem com a filha: “Tive um aborto, estava levando Nina para o pai. Tive uma hemorragia, estava sob pressão e stress profundo.” A menção às feridas íntimas reforça o quadro de desgaste emocional que ela descreve ao público.

Ao final da conversa, Clizia lembrou com afeto da sogra Eleonora Giorgi, falecida em março de 2025, e celebrou o apoio do atual companheiro: “Ela sempre dizia que nós, mulheres, precisamos de alguém que caminhe ao nosso lado. Eu encontrei isso em Paolo.”

Como observadora do cenário cultural, é impossível não notar que esta narrativa pessoal se inscreve em um roteiro público maior — o espelho do nosso tempo em que denúncias, intimidade e julgamento midiático se sobrepõem num mesmo palco. A trajetória de Clizia Incorvaia torna-se, então, não apenas uma disputa legal, mas um eco cultural sobre autoridade, memória e o preço de tornar vulnerabilidade visível.

Clizia pede, ao fim, uma providência que não é apenas judicial: a busca por paz e por uma convivência serena com sua família atual, enquanto aguarda que os trâmites legais corram. “Quero ser deixada em paz”, repete — um desejo simples que ressoa como um refrão humano em meio ao ruído do tribunal público.

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