46% dos Under 30 acreditam que o digital tem impacto ambiental igual aos combustíveis fósseis
Pesquisa Angelini: 46% dos Under 30 veem o digital com impacto ambiental equivalente aos combustíveis fósseis.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
46% dos Under 30 acreditam que o digital tem impacto ambiental igual aos combustíveis fósseis
O novo levantamento do Osservatorio Giovani & Sostenibilità, promovido pela Angelini Industries em parceria com Quorum/YouTrend e Csa Research, revela uma percepção reveladora entre os jovens italianos: quase metade dos entrevistados com menos de 30 anos vê o universo digital com o mesmo grau de responsabilidade ambiental atribuído aos combustíveis fósseis. Esta é a terceira edição do observatório, que se propõe a ouvir e mapear a evolução das expectativas, dos comportamentos e das sensibilidades dos Under 30 frente às temáticas ESG.
Na leitura desta edição destaca-se o conceito de bioma digital — o ecossistema integrado em que convivem o ambiente natural e a dimensão tecnológica — e o impacto real que ele exerce no planeta. Segundo o estudo, 46% dos jovens acreditam que os efeitos ambientais da tecnologia são tão graves quanto os causados pela queima de combustíveis fósseis ou pela desflorestação. Entre o restante da população, essa percepção cai para 41%.
Para os jovens, a prioridade de ação aponta para a redução do consumo energético dos novos dispositivos: 45% indicaram essa medida como a primeira a ser adotada. Na prática, 64% dos entrevistados já procuram usar seus aparelhos de forma mais eficiente; e, embora em menor escala, há uma adesão a soluções circulares: 22% compram smartphones e computadores usados ou recondicionados.
Ampliando o foco, o relatório mostra que 57% dos Under 30 associam *sustentabilidade* principalmente à diminuição do impacto ambiental das atividades humanas — um crescimento de 6 pontos percentuais em relação a 2025. Mais de um em cada três jovens (34%) entende a sustentabilidade como uma ação que integra proteção ambiental e bem-estar social, taxa que subiu 8 pontos desde a edição anterior (de 26% para 34%).
O compromisso dos jovens também se reflete nas escolhas de consumo: 60% disseram estar dispostos a pagar um pouco mais por um produto verdadeiramente sustentável, contra 42% do restante da população. O ativismo do consumo emerge no boicote: 47% dos Under 30 já deixaram de apoiar marcas consideradas socialmente injustas, ante 35% dos maiores de 30 anos. Ainda assim, persiste um saudável ceticismo: 56% dos entrevistados acreditam que as metas de sustentabilidade dificilmente serão alcançadas.
Como redatora da Espresso Italia, observo que estes números iluminam tanto desafios quanto caminhos: os jovens exigem uma sustentabilidade concreta, capaz de tocar o cotidiano. Como bem sintetizou o CEO da Angelini Industries, Sergio Marullo di Condojanni, os jovens nos dizem que a sustentabilidade precisa ser menos abstrata e mais eficaz na vida real — um convite para semear práticas e tecnologias que convertam intenção em impacto.
O resultado é um chamado para empresas, formuladores de políticas e sociedade aprofundarem o diálogo sobre o bioma digital e acelerarem soluções que diminuam o consumo energético, promovam a economia circular e tornem mensuráveis os benefícios sociais e ambientais. Ao iluminar estes dados, abrimos caminhos para transformar preocupação em ação, cultivando um horizonte mais limpo e responsável para as próximas gerações.

