Tonini (Lilt): ampliar vacinação contra HPV a meninos e vacinar antes do início da atividade sexual

Tonini (Lilt) defende vacinação contra HPV para meninos e meninas desde 12 anos e antes da atividade sexual; reforça screening e oferta pública.

Tonini (Lilt): ampliar vacinação contra HPV a meninos e vacinar antes do início da atividade sexual

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Tonini (Lilt): ampliar vacinação contra HPV a meninos e vacinar antes do início da atividade sexual

Por Giulliano Martini — Em Roma, durante o congresso "Eliminazione delle patologie Hpv-correlate: utopia o possibilità reale?", o oncologista Giuseppe Tonini, coordenador científico da Lega Italiana per la Lotta contro i Tumori (Lilt) e professor no Policlinico universitário Campus Bio-Medico, defendeu com clareza técnica medidas centrais para a luta contra o HPV.

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Segundo Tonini, a prioridade clara é a vacinação. "A coisa mais importante deve ser a vacinação, que vai estesa ai maschi e alle femmine dai 12 anni in poi", afirmou, reiterando posição baseada em evidências: para vislumbrar a erradicação do vírus, é necessário vacinar antes do início da atividade sexual. "L’obiettivo, per arrivare all’eradicazione, è cercare di vaccinare prima dei rapporti sessuali: questo è un dato molto importante", disse o especialista em sua fala.

Tonini também enfatizou a necessidade de estender a gratuidadeda vacina para o público masculino. "C’è la necessità di rendere gratuito il vaccino ai maschi", disse, observando que algumas regiões já adotaram políticas mais amplas, mas que nem todas cobrem faixas etárias até os 26 anos. A orientação de Tonini é pragmática: programas públicos devem incorporar meninos e meninas a partir dos 12 anos, com oferta organizada e gratuita.

O coordenador científico da Lilt observou ainda o leque de neoplasias associadas ao HPV — não apenas o câncer do colo do útero, mas também tumores anais, penianos, da vulva e da vagina — e sublinhou que a estratégia precisa unir informação correta, disponibilidade de locais de vacinação e integração com a rede local de atenção primária. "È quindi necessario arrivare all’eradicazione con un’informazione corretta, ma anche dando la disponibilità di luoghi dove fare la vaccinazione, coinvolgendo i medici di famiglia e il territorio", declarou.

Outro ponto destacado por Tonini foi a importância do screening, sobretudo para mulheres no rastreio do câncer do colo uterino. Ele ressaltou que, além dos tumores, a presença de muitos condilomas no país constitui um sinal de alerta epidemiológico que merece atenção clínica e de políticas públicas: "In Italia abbiamo anche tanti condilomi che sono un alert da valutare e considerare".

Tonini encerrou reforçando a educação desde a adolescência como componente-chave: campanhas informativas e programas escolares que expliquem a importância da vacinação e do screening podem melhorar a cobertura vacinal e reduzir a circulação do vírus. Ele citou ainda discussões sobre a possibilidade de antecipar a vacinação para idades inferiores a 12 anos como uma via para resultados ainda mais expressivos.

Apuração in loco e cruzamento de fontes confirmam a posição técnica da Lilt: a combinação entre vacinação precoce, oferta pública ampla e manutenção dos programas de rastreamento compõem hoje o roteiro prático para reduzir, e possivelmente eliminar, as patologias associadas ao HPV.

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