Vaticano nega: Papa não será submetido a imunoterapia após cirurgia no pulmão
Vaticano confirma: Papa não precisa de imunoterapia após cirurgia no pulmão; doença estava localizada e recuperação evolui bem.
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Vaticano nega: Papa não será submetido a imunoterapia após cirurgia no pulmão
Por Giulliano Martini — Fontes vaticanas desmentem as especulações que circularam nas últimas horas: o Papa não será submetido a imunoterapia após a cirurgia para remoção de um tumor no pulmão direito. A informação foi confirmada com base em boletim médico e cruzamento de dados clínicos fornecidos pela Santa Sé.
No último comunicado médico, assinado pelos especialistas Luigi Carbone e Stefano Margaritora, foi informado que, "como previsto, o Santo Padre foi submetido a radiografia de tórax de controle. O exame confirmou o ótimo andamento do decorso pós-operatório".
Os resultados definitivos da análise histológica e as investigações de biologia molecular sobre o material retirado durante a intervenção no Hospital Gemelli confirmaram que a doença estava localizada. Uma avaliação oncológica subsequente concluiu que "não é necessária qualquer terapia adicional". Em resumo: não há indicação de imunoterapia ou de tratamentos sistêmicos complementares no momento.
Seguindo as recomendações médicas para favorecer a recuperação após a cirurgia torácica realizada na última terça-feira, o Papa decidiu não participar da solenidade em Assis no dia 27 de outubro — o encontro intitulado "Pace disarmata e disarmante", que marca o 40º aniversário da Jornada Mundial de Oração pela Paz convocada por São João Paulo II. A ausência foi comunicada oficialmente pelo Vaticano com justificativa médica.
Ao final do Angelus, celebrado na Praça de São Pedro, o Pontífice voltou a expressar preocupação com crises humanitárias na arena internacional. Ele citou explicitamente a situação no Yemen, referindo-se à cidade de Taif, e pediu o fim das hostilidades por conta da escassez de alimentos, água e cuidados médicos.
"Sigo com preocupação a grave situação humanitária no Yemen, em particular na cidade de Taif, onde a população sofre pela falta de comida, água e assistências médicas", disse o Papa, solicitando que sejam asseguradas condições de vida pacíficas para os civis da região. Ele convidou a comunidade internacional a favorecer escolhas de diálogo e paz.
O Pontífice também recordou as vítimas do atentado contra os fiéis da igreja ortodoxa de St. George em Hmoud, na Jordânia, ocorrido na sexta-feira anterior. "Asseguro minha oração por quantos foram mortos e feridos", afirmou, expressando solidariedade à comunidade local e à Jordânia, destacada por sua convivência religiosa pacífica.
Apuração e verificação: esta reportagem foi produzida com base no boletim médico oficial do Vaticano, na declaração dos médicos responsáveis e nas falas proferidas pelo Papa ao término do Angelus. Mantemos monitoramento em tempo real de quaisquer atualizações clínicas ou comunicados adicionais pela Santa Sé.

