Ecomondo 2026: mais de 1.800 marcas expositoras e México como país convidado

Ecomondo 2026 reúne mais de 1.800 marcas em Rimini, com México país convidado e foco em economia circular e cooperação internacional.

Ecomondo 2026: mais de 1.800 marcas expositoras e México como país convidado

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Ecomondo 2026: mais de 1.800 marcas expositoras e México como país convidado

A partir de amanhã, a Fiera di Rimini abre as portas para Ecomondo 2026, o principal encontro internacional organizado pela Italian Exhibition Group (IEG) que, até sexta-feira, 6 de novembro, reúne empresas, instituições, associações, centros de pesquisa e inovadores para redesenhar a rota da economia circular. A cerimônia de abertura está marcada para as 10h30, na Innovation Arena sob a Cupola Cagnoni (Hall Sud), com a presença do ministro do Ambiente e da Segurança Energética, Gilberto Pichetto Fratin, e com um vídeo-mensagem do ministro das Empresas e do Made in Italy, Adolfo Urso.

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No palco também estarão lideranças do setor: Maurizio Renzo Ermeti (presidente da IEG), Jamil Sadegholvaad (prefeito de Rimini), Fabrizio Lobasso (vicediretor-geral para o crescimento e promoção das exportações do Ministério dos Negócios Estrangeiros), Maurizio Forte (diretor central para os setores de exportação da ICE Agenzia) e Michele de Pascale (presidente da Região Emilia-Romagna). Esse conjunto de atores forma a verdadeira calibragem de políticas que o setor ambiental e industrial exige hoje.

Mais de 1.800 brand estarão presentes — com marcas estrangeiras crescendo 19% em relação a 2025 — prontas para mostrar projetos e tecnologias que ilustram a aceleração de tendências rumo a cadeias produtivas mais regenerativas. O evento recebe também mais de 1.000 hosted buyers vindos da Europa, Oriente Médio, Índia, Paquistão, China, Sudeste Asiático, Norte da África, África Subsaariana, Norte e Sul das Américas, mobilizados em parceria com o MAECI (Ministério dos Negócios Estrangeiros) e a ICE — Agência para a internacionalização das empresas italianas.

Além disso, estão confirmados mais de 60 representantes de associações internacionais e membros setoriais provenientes de países como Egito, Marrocos, Grécia, Sérvia, Hungria, Espanha e África do Sul. O pavilhão internacional inclui 14 coletivas estrangeiras — da Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, China, Dinamarca, Alemanha, Noruega, República Tcheca, Eslováquia, Espanha e Suíça — compreendendo mais de 100 empresas. Pela primeira vez, o México participa como país convidado, sublinhando a crescente sinergia com uma das economias mais dinâmicas da América Latina. As associações africanas disporão de um espaço dedicado ao networking empresarial dentro do Africa Investment Hub.

O programa científico é robusto: mais de 70 eventos foram elaborados pelo Comitê Técnico Científico Internacional de Ecomondo, presidido pelo professor Fabio Fava, com participação de instituições e organizações nacionais e europeias, além de sessões promovidas por parceiros e expositores. No centro dos debates estarão temas estratégicos: como reduzir a pressão sobre os ecossistemas, preservar e regenerar recursos naturais, implementar a economia circular nas cadeias industriais, e o panorama regulatório europeu. Finanças e cooperação internacional no Mediterrâneo e na África também constam na agenda, incluindo discussões sobre instrumentos financeiros que funcionem como motor da economia sustentável, alinhando retorno e impacto.

As duas primeiras jornadas terão abertura com a XV edição dos Stati Generali della Green Economy, organizados pela Fondazione per lo Sviluppo Sostenibile, um fórum consolidado para avaliar políticas, inovação e modelos de negócios verdes. Esse calendário intensivo combina a prática empresarial com a visão estratégica, essencial para quem busca alta performance na transição ecológica.

Em suma, Ecomondo 2026 chega como um centro de gravidade para quem opera na confluência entre tecnologia, regulação e mercado — uma pista de testes onde se calibra o futuro da produção sustentável. A participação ampliada de players internacionais e a presença do México sinalizam não apenas crescimento, mas uma internacionalização que exige políticas e instrumentos tão finos quanto a calibragem de juros em um motor sofisticado: precisão, tração e visão de longo prazo.

Stella Ferrari
Economista Sênior — Espresso Italia

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