Bettini pede equilíbrio entre Schlein e Conte e quer Renzi no 'campo largo'; oposição ao envio de armas para guerra infinita
Bettini pede equilíbrio entre Schlein e Conte, quer Renzi na coalizão e rejeita envio de armas para uma 'guerra infinita' na Ucrânia.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Bettini pede equilíbrio entre Schlein e Conte e quer Renzi no 'campo largo'; oposição ao envio de armas para guerra infinita
Em entrevista ao programa 'Un Giorno da Pecora' na Rai Radio 1, o dirigente do PD Goffredo Bettini traçou os limites que considera essenciais para a construção da frente política que deve disputar as próximas eleições. Com o tom crítico e direto que marca a cobertura da vida pública, Bettini pediu que
Elly Schleine
Giuseppe Conteencontrem um ponto de equilíbrio, ressaltou a importância de ter
Matteo Renzino 'campo largo' e fez uma advertência clara sobre a postura italiana em relação à
Ucrânia. Bettini destacou que as primárias não devem se sobrepor ao objetivo maior: as eleições. 'Para nós é uma prova talmente importante', disse, lembrando que o desafio é impedir que, em caso de vitória de
Giorgia Meloni, o país sofra um aprofundamento do poder de um só campo, capaz de influenciar até mesmo a escolha do presidente da República. Na metáfora da cidadania, Bettini sublinhou que é preciso cuidar dos alicerces da democracia para evitar que o 'peso da caneta' de um governo concentre decisões sem freios. Sobre as lideranças, o dirigente afirmou que
Schlein'tem todas as cartas em ordem' e que sua ação revitalizou o PD: 'fez uma operação gigantesca'. Do outro lado, reconheceu que
Contejá governou com resultados, sobretudo na gestão econômica e na pandemia: 'lo ha fatto bene, ha salvato anche il Paese', observou Bettini. Como diretor da revista Rinascita, ele admitiu que tanto dentro da publicação quanto no partido existem posições divididas: 'c'è chi voterà Schlein e chi Conte'. Por isso, defende evitar a exacerbação da 'conta' interna, porque isso prejudica o objetivo central, que é derrotar a direita nas urnas. A questão externa apareceu como potencial ponto de ruptura na coalizão. Sobre a guerra na
Ucrânia, Bettini foi enfático: durante uma possível negociação europeia, a Itália deve continuar a apoiar com armamentos defensivos; mas é contra enviar armas que alimentem 'uma guerra infinita'. 'Se la vittoria sulla Russia ci porta alla bomba atomica, allora dobbiamo fermarci', advertiu, pedindo uma mudança de política na Europa que privilegie a negociação sem abandonar a solidariedade com o país atacado. Quanto a
Renzi, Bettini afirmou que 'é importante que esteja na coalizione', lembrando que o ex-primeiro-ministro fez uma escolha de campo e que, na política, conta mais o gesto público do que as intenções não visíveis. 'A sua declaração è stata talmente netta che io mi fido', concluiu. Na linguagem da construção cívica que guia seu raciocínio, Bettini propõe que a coalizão atue como uma 'ponte entre nações' e entre os diversos fragmentos da sociedade democrática: unir, sem apagar identidades; ampliar o 'campo largo' sem reduzir a pluralidade. A mensagem política é clara e prática: priorizar a unidade eleitoral para preservar os alicerces da Constituição e evitar que o país seja submetido a experimentos institucionais que corroam a representação e os direitos civis.

