Ecomondo 2026: Autoridades de Bacia discutem governança integrada para resilência hídrica
Autoridades de bacia debatem governança integrada e resiliência hídrica na Ecomondo 2026; foco em reúso, monitoramento e soluções baseadas na natureza.
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Ecomondo 2026: Autoridades de Bacia discutem governança integrada para resilência hídrica
Por Stella Ferrari — Na manhã de quinta-feira, 5 de novembro, a Ecomondo 2026 traz à Arena Malatesta, no pavilhão Hall B8 da Fiera di Rimini, uma mesa-redonda estratégica dedicada à governance integrada dos recursos hídricos. O encontro, marcado para as 10h, reunirá os secretários-gerais das Autorità di bacino distrettuali italianas em um debate que visa alinhar experiências e propostas técnicas para construir bacini idrografici resilientes.
Organizado por Adbpo, Arera, Universidade Politécnica das Marche e pelo Comitê Técnico-Científico de Ecomondo, o workshop «Ripristinare il ciclo dell’acqua attraverso la governance di bacino: nature based solution, gestione delle crisi, prevenzione dell’inquinamento e biodiversità» apresenta como ponto central a discussão sobre a gestão da recurso hídrico em perspectiva integrada. Serão debatidos temas essenciais como a reutilização de águas residuais depuradas, os balanços hídricos e indicadores M0 para sistemas de monitoramento, as Nature Based Solutions e a proteção da biodiversidade, bem como a gestão da seca e a instituição de observatórios permanentes sobre usos da água.
O painel será antecedido por intervenções institucionais de peso: Alessandro Delpiano (secretário-geral da Adbpo), Giuseppe Travia (diretor-geral do Mase), Alessandro Bratti (Arera), Stefano Mariani (Ispra) e Gaia Rodriguez (Utilitalia). A moderação ficará a cargo do jornalista Andrea Gavazzoli.
No centro do debate estarão os relatos e ações dos secretários-gerais das diferentes áreas de bacia: Alessandro Delpiano (Autorità di Bacino Distrettuale do Po), Gaia Checcucci (Appennino Settentrionale), Marco Casini (Appennino Centrale), Vera Corbelli (Appennino Meridionale), Marina Colaizzi (Alpi Orientali) e Costantino Azzena (Sardenha). Cada um trará contribuições práticas sobre programações trienais, responsabilidades institucionais e instrumentos de planeamento que impactam comunidades e territórios.
Como economista sênior e observadora das dinâmicas de infraestrutura, interpreto este encontro como uma sessão de calibragem fina do motor da economia territorial: a água é insumo estratégico e o design de políticas de bacia funciona como sistema de injeção e controlo que determina eficiência e resiliência. A discussão sobre a reutilização de águas residuais e os sistemas de monitoramento com indicadores M0 não é mera técnica; são peças-chave para reduzir riscos e aumentar a previsibilidade – a verdadeira aceleração de tendências sustentável sem perder a segurança operacional.
Para gestores públicos, operadores e investidores do setor, a mesa-redonda oferece um panorama unificado de práticas e lacunas, promovendo sinergias entre planejamento, tecnologia e soluções baseadas na natureza. As decisões que nascem desses fóruns reverberam diretamente nas tarifas, no planejamento urbano e na proteção da biodiversidade - elementos que afetam desde a competitividade até a qualidade de vida.
Inscrições e informações estão disponíveis no portal do evento: ecomondo.com/it. Recomendo participação presencial para quem atua em políticas hídricas, engenharia ambiental, utilities e fundos de infraestrutura: a troca de experiências entre Autorità e instituições públicas é o ponto de partida para políticas que realmente funcionam e permitam travar os "freios" do risco hídrico sem impedir a aceleração do desenvolvimento.

