Hilti: 5ª Infrastructure Academy debate o legado do PNRR e vê infraestrutura como alavanca de competitividade e sustentabilidade
Hilti debate legado do PNRR na 5ª Infrastructure Academy: digitalização, BIM, resiliência climática e produtividade como alavancas de competitividade.
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Hilti: 5ª Infrastructure Academy debate o legado do PNRR e vê infraestrutura como alavanca de competitividade e sustentabilidade
Em Roma, na elegante Serra do Palazzo delle Esposizioni, a 5ª edição da Infrastructure Academy promovida pela Hilti Itália, em colaboração com a AIS (Associazione Infrastrutture Sostenibili) e com o patrocínio do CIFI, reuniu representantes institucionais, operadores de infraestrutura, empresas e profissionais para examinar uma pergunta estratégica: o que permanece para a Itália após o PNRR?
Ao abrir os trabalhos, Alessandro Savino, CEO da Hilti Itália, e Alfredo Martini, vice-presidente da AIS, lançaram uma leitura cristalina: o principal legado do PNRR não está apenas nas obras concluídas, mas nas competências desenvolvidas, nos novos modelos organizacionais e na capacidade de transformar investimentos extraordinários em competências permanentes. Savino destacou, com clareza executiva, que a digitalização — em particular BIM e digital twin — e a adoção da projeto integrado tendem a recalibrar a competitividade do setor, atuando como o novo motor da economia das obras públicas.
No seu discurso, Martini sublinhou que o PNRR reforçou a aptidão da Administração Pública para gerir projetos complexos orientados a resultados e impulsionou a evolução das competências no ecossistema empresarial. Porém, advertiu, a consolidação desses ganhos exige continuidade dos investimentos e manutenção dos modelos organizativos introduzidos nos últimos anos — uma calibragem institucional que evita os freios fiscais e operacionais que podem travar a aceleração das transformações.
A AIS mapeou desafios futuros claros: a resiliência climática como elemento central das estratégias de infraestrutura, a completa digitalização dos ativos e a elevação da produtividade do setor da construção. São vetores que, se bem alinhados, convertem-se em vantagem competitiva sustentável para o país.
A mesa-redonda moderada pela jornalista Tonia Cartolano integrou vozes relevantes do setor: Sara Padulosi (ANAS), Donato Ludovici (FS Engineering), Gaetano Volpe (Latitudo 40) e Giacomo Calzoni (Calzoni SpA). O painel abordou temas práticos e estratégicos — desde a projeção integrada com o território e metas de sustentabilidade, até o monitoramento inteligente de ativos e a manutenção preditiva.
Sara Padulosi enfatizou que a experiência do PNRR consolidou a centralidade da concepção projetual integrada, conectando infraestruturas ao território e aos objetivos ambientais. Donato Ludovici explicou a evolução do BIM para o conceito de digital twin, que acompanha a obra ao longo de todo o seu ciclo de vida, elevando a governança dos projetos a um patamar de engenharia de precisão. Gaetano Volpe trouxe ao debate a contribuição dos dados satelitais, da inteligência artificial e dos modelos preditivos para a gestão do risco climático e a resiliência das infraestruturas. Por fim, Giacomo Calzoni ressaltou a importância da integração entre projeto, manutenção e produtividade industrial.
Como estrategista de mercado, interpreto este encontro como a confirmação de que a infraestrutura, bem concebida e mantida, é uma alavanca de competitividade e sustentabilidade. Transformar o impulso do PNRR em capacidades permanentes demanda não apenas financiamento, mas governação contínua, padronização digital e investimentos em capital humano — uma verdadeira calibragem fina entre política pública, tecnologia e indústria.
Em termos práticos, a lição é clara: sem continuidade e sem adoção ampla de digitalização e práticas preditivas, o país corre o risco de desperdiçar a aceleração obtida. Gerir esse processo exige foco de alta performance — como a engenharia automotiva, onde a eficiência não é fruto do acaso, mas de design, simulação e manutenção constantes.
Hilti e seus parceiros utilizaram a Infrastructure Academy 2026 como plataforma para traduzir esse diagnóstico em roteiro estratégico: aproximar políticas, tecnologia e mercado para que o legado do PNRR se converta, efetivamente, em competitividade sustentável para a Itália.

