Leasing em transformação: IA e capital humano moldam o setor, diz Assilea no Lease 2026 em Milão
Assilea: IA e capital humano vão remodelar o leasing; setor automotivo segue dominante, mas imobiliário e transição energética despontam.
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Leasing em transformação: IA e capital humano moldam o setor, diz Assilea no Lease 2026 em Milão
Milão recebeu a nona edição do Salone del Leasing, o Lease 2026, onde Paolo Guzzetti, presidente da Assilea, traçou um panorama sobre as forças que irão calibrar o futuro do mercado. Segundo Guzzetti, os macrotemas que vão influenciar todo o sistema econômico — e, por consequência, o mercado de leasing — são a inteligência artificial e o capital humano.
Na abertura do evento, ficou claro que o segmento automotivo continua como o pilar do setor: o setor auto representa 62,1% do mercado de leasing. Contudo, o debate no Lease 2026 destacou que outros vetores ganharam aceleração, em especial o imobiliário e temas de impacto social e ambiental, como o housing social e a transição energética.
Os números apresentados confirmam essa mudança de marcha: o setor imobiliário cresceu 21,9% no agregado, com picos mais incisivos em setores específicos — hotéis e centros recreativos tiveram alta de 51,9% e imóveis de escritório registraram expansão de 45%. Esses dados mostram uma diversificação da carteira do leasing, que começa a funcionar como motor de políticas urbanas e de investimento em infraestrutura produtiva.
Como economista com visão de mercado e foco em alta performance, observo que a combinação entre tecnologia e talento humano é a nova unidade de potência do sistema financeiro. A incorporação de inteligência artificial nas operações permite automação de crédito, avaliação de risco em tempo real e modelos preditivos que afinam a oferta. Paralelamente, o capital humano — qualificado e capaz de interpretar sinais complexos de mercado — é o elemento de diferenciação para extrair valor dessas ferramentas, evitando que a tecnologia opere apenas como um piloto automático sem estratégia.
Guzzetti sintetizou bem: os primeiros dados de 2026 confirmam que o leasing continua sendo um instrumento formidável de desenvolvimento, a serviço tanto do sistema econômico do país quanto do sistema social e produtivo. Em outras palavras, o leasing não é apenas um mecanismo de financiamento; é um design de políticas privadas que pode acelerar a transição energética, impulsionar a recuperação do setor hoteleiro e modernizar o parque empresarial.
Para executivos e decisores, as implicações são claras: é preciso investir na calibração de modelos de negócios que integrem tecnologia avançada e programas robustos de formação e retenção de talento. Sem essa dupla, corremos o risco de aplicar a inteligência artificial como mero instrumento de eficiência, sem aproveitar sua capacidade de gerar vantagem estratégica. Em linguagem automotiva, a tecnologia pode ser o turbo; o capital humano é a engenharia que transforma potência em performance sustentável.
Concluindo, o Lease 2026 em Milão consolidou a mensagem de que o setor de leasing está em processo de remodelagem: com o setor auto ainda robusto, mas com um crescimento notável do imobiliário e uma agenda que prioriza a transição energética e o papel social do financiamento. Segundo Guzzetti, esses vetores tornarão o leasing cada vez mais central na estratégia de desenvolvimento econômico e social do país.

